Operação na Baixada Maranhense cumpre vários mandados por homicídio e tráfico


Uma operação conjunta entre a Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp) e a Polícia Civil do Maranhão foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (31), na Baixada Maranhense, com o objetivo de cumprir 22 mandados de prisão. Até o momento, sete alvos foram capturados — dois em Penalva, um em Viana, um em Arari e outro em São João Batista.

Além das prisões, os policiais também realizaram apreensões relevantes. Em um dos endereços foram encontradas armas de fogo, celulares, balanças de precisão, porções de entorpecentes, relógios, joias, câmeras de videomonitoramento e dinheiro.

Para cumprir os mandados restantes, os policiais envolvidos na operação seguirão em diligência ao longo do dia. “Há mandados recentes e também mais antigos. O objetivo é responsabilizar todos os que possuem mandados contra si”, destacou o delegado Thiago Sekeff, da Feisp, que conduz a operação.

A ação conta com cerca de 40 policiais. As equipes da Feisp saíram ainda na noite de quarta-feira (30) de São Luís com destino à Baixada. Pela Polícia Civil, participam equipes das Delegacias Regionais de Viana, Cururupu e Pinheiro. O Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública também prestou apoio.

Os alvos da operação são investigados por diversos crimes, como homicídios, violência sexual, violência doméstica e familiar, tráfico de entorpecentes, entre outros. Alguns dos suspeitos, inclusive, são considerados foragidos, com mandado de recaptura expedido.

A operação integra as ações da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão no combate à criminalidade na Baixada Maranhense. O reforço policial na região foi intensificado desde o ano passado e tem resultado em diversas prisões de investigados, além da apreensão de armas e drogas.

PF desarticula esquema de fraudes em benefícios previdenciários no MA

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (31), a Operação FALSO BO, destinada a desarticular um esquema delituoso voltado à obtenção indevida de benefícios previdenciários, especialmente salário-maternidade, mediante a apresentação de boletins de ocorrência falsificados e outros documentos ideologicamente falsos.

A investigação teve início a partir de comunicação da Polícia Civil, relatando a existência de boletins de ocorrência que não possuíam registro no sistema oficial de ocorrências, mas que foram utilizados como fundamento para a concessão de benefícios junto ao INSS.

A PF apurou que os boletins de ocorrência seguiam formato padronizado, com datas, horários e textos idênticos, inclusive com registros atribuídos a servidores que não estavam de plantão nas datas indicadas. A operação contou ainda com o apoio do Núcleo Regional de Inteligência da Previdência Social no Estado do Maranhão, que apontou a existência de dezenas de requerimentos administrativos associados ao advogado investigado, com uso reiterado de documentos com distorções fraudulentas.

Estima-se um prejuízo em torno de R$ 139 mil aos cofres da Previdência Social, podendo esse valor ser significativamente ampliado à medida que outros requerimentos suspeitos forem auditados.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no escritório profissional do principal investigado, com a presença de representante da OAB. Além disso, foi determinado o bloqueio de bens e valores do investigado até o limite de R$ 139 mil.

O investigado poderá responder, entre outros, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público e uso de documento falso, com penas cominadas ultrapassando 17 anos de reclusão.

Justiça obriga Município de Ribamar e BRK a recuperar rua do Alto Turu

A Justiça condenou o Município de São José de Ribamar e a BRK Ambiental – Maranhão S.A. a executar obras de recuperação, drenagem e esgotamento sanitário na Rua 21, bairro Alto do Turu, em São José de Ribamar, no prazo de um ano, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

A decisão acolheu Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) contra o Município de São José de Ribamar e a BRK Ambiental – Maranhão S.A, alegando a deterioração da rua, provocada pela falta de manutenção das tubulações de água.

Na ação, o MP sustentou que, ao longo de quase cinco anos buscou solução administrativa para viabilizar a realização de obras de recuperação de infraestrutura na rua e garantir um fluxo normal de pessoas e automóveis no local, sem sucesso.

INTERVENÇÃO URGENTE

Em vistoria realizada em 2018, o Ministério Público constatou que as condições de pavimentação da rua em questão são ruins e necessita de intervenção urgente do poder público quanto à pavimentação e trafegabilidade. Em 2021, nova vistoria verificou que a rua não possuía asfaltamento e o serviço de esgoto era processado por meio de caixas nas casas.

A BRK informou ao Ministério Público que em 11/09/2017 concluiu a implantação de novas redes de abastecimento de água na rua e removeu terra saturada, com o reaterro das valas e a compactação com material seco, mas que, sem a pavimentação adequada, o solo voltaria a apresentar problemas.

Já a Secretaria Municipal de Recuperação e Manutenção da Malha Viária, Prédios e Logradouros Públicos (SEMMAV) informou que a rua não é asfaltada, mas que estava sendo feita a ampliação do sistema de abastecimento de água, para depois intervir para fazer melhoria nas ruas.

DEVER DE PRESERVAR O MEIO AMBIENTE

O juiz fundamentou a decisão em trechos da Constituição Federal e da Lei nº 14.026/2020 e no Código de Processo Civil. A Constituição Federal impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. Nesse sentido, a efetivação de obras de saneamento básico, infraestrutura, drenagem, esgoto e pavimentação asfáltica é medida que se insere na proteção do meio ambiente enquanto direito fundamental, como um dos alicerces da dignidade da pessoa humana.

Por sua vez, a Lei nº 14.026/2020 – o “Novo Marco Legal do Saneamento” – enuncia que as edificações urbanas serão devem ser conectadas às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeitas a cobranças pela disponibilização e manutenção da infraestrutura e uso desses serviços.

“Tal conduta omissiva e inadequada por parte da Administração Municipal caracteriza grave descumprimento do dever de prestar serviços públicos essenciais, comprometendo não apenas a qualidade de vida dos moradores, mas também causando impactos ambientais negativos na região”, declarou o juiz na sentença.

Loja pega fogo na Rua Grande, em São Luís

Na manhã desta quinta-feira (31), um estabelecimento comercial pegou fogo na rua Grande, Centro de São Luís. O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) foi acionado e controlou o incêndio.

A região foi tomada por fumaça. As lojas próximas ao estabelecimento incendiado devem ficar fechadas. Os bombeiros atuam para evitar novos focos de incêndio na área.

Não houve feridos. Não há informações sobre a causa do incêndio. O estabelecimento atingido é uma loja de roupas e tem dois pavimentos.

Lula convoca reunião de emergência com ministros após decreto do tarifaço

Após assinatura do decreto do governo Donald Trump, nesta quarta-feira (30), que oficializa a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelo país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto.

Devem participar do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social da Presidência).

Durante evento oficial, Lula comentou sobre o decreto de Trump e mencionou a convocação. “Vou me reunir ali para defender outra soberania: a soberania do povo brasileiro em função das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos”, assegurou.

A oficialização do tarifaço causou forte reação do governo brasileiro, que considera a medida como um ataque à soberania econômica nacional.

PF deflagra operação contra abuso sexual infantil no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30/7), a Operação Conteúdo Proibido XV, com o objetivo de combater crimes de violência sexual infantil praticados por meio da internet no Maranhão. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e na quebra de dados telemáticos na residência de um investigado nos municípios de Governador Archer/MA e Imperatriz/MA.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos que foram encaminhados à perícia técnica, visando identificar vestígios digitais que possam auxiliar nas investigações em andamento.

Se confirmada a hipótese criminal, os investigados poderão responder pelo armazenamento e disponibilização de conteúdo relacionado ao abuso sexual infantil. As investigações seguem em andamento.

A Polícia Federal ressalta seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, destacando a importância da participação da sociedade e da realização de denúncias contra qualquer forma de violência praticada contra esse público. As investigações seguem em andamento.

Influenciadores têm veículos de luxo apreendidos em São Luís

Seis endereços foram alvo de mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (30), durante ação da Polícia Civil do Maranhão contra um grupo investigado por divulgar jogos de azar nas redes sociais. A operação, denominada Dinheiro Sujo, foi coordenada pelo Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), e teve como foco influenciadores digitais suspeitos de atuar na promoção do jogo ilegal conhecido como “Tigrinho”, associado à modalidade de caça-níqueis online.

Além das buscas, houve o sequestro de bens e bloqueio judicial de mais de R$ 11 milhões em contas vinculadas aos investigados. Foram apreendidos cinco veículos — entre eles modelos de luxo como Range Rover Velar, Range Rover Evoque, BMW e Toyota Hilux — além de uma moto aquática, celulares, computadores, uma arma de fogo e carregadores e cadernos com anotações que devem subsidiar a continuidade das investigações. Bolsas de grife e dólares também foram apreendidos.

“Esses carros de luxo estavam em nome de terceiros e foram adquiridos com os valores auferidos através dessas divulgações ilegais”, destacou o delegado Pedro Adão, chefe do DCCT.

De acordo com as investigações, o grupo usava as redes sociais para atrair vítimas por meio de promessas de lucros fáceis e rápidos. Após o cadastro em plataformas de jogos, seguidores eram orientados a realizar depósitos, movimentando valores cuja origem e destino são alvo de apuração. A divulgação do “Tigrinho” era feita por influenciadores contratados por integrantes do esquema.

Entre os investigados está uma influenciadora digital apontada como líder do grupo. Ela já possui antecedentes criminais e é ré em um processo por furto, após confessar o uso indevido de cartão de crédito de uma pessoa falecida, no mesmo dia do óbito. Nesse caso, firmou acordo de não persecução penal, e a ação se encontra suspensa.

A influenciadora também responde a outro inquérito por maus-tratos a animais, após publicar vídeos em que oferece bebidas alcoólicas ao próprio cão.

“A Polícia Civil entendeu que seria necessária a prisão da líder do grupo criminoso, porém o Judiciário entendeu de forma diversa, entendeu que não era necessária a prisão, mas decretou algumas medidas cautelares diversas da prisão para essa líder do grupo”, disse o delegado Pedro Adão.

As medidas cautelares decretadas contra a suporta líder do grupo consistem em não se ausentar de São Luís e do país sem autorização judicial, entrega de passaporte, bloqueio de redes sociais e a proibição de acesso a essas redes.

Ainda conforme o DCCT, a estrutura do grupo criminoso inclui uma advogada, suspeita de atuar na lavagem de dinheiro, e uma gerente, responsável por coordenar grupos de WhatsApp usados para captar novos apostadores. O grupo pode responder por contravenção penal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos.

Policial militar morre em acidente de trânsito, em São Luís

Na noite dessa terça-feira (29), um sargento da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) morreu em um acidente de trânsito no bairro São Francisco, em São Luís. A vítima foi identificada como Noelê de Ribamar Soares Correia Filho, de 52 anos.

Conforme informações policiais, um carro colidiu com a moto do sargento. O policial morreu no local. A Polícia Militar do Maranhão lamentou a morte do policial e destacou que o sargento prestou relevantes serviços à corporação com dedicação, profissionalismo e compromisso com a Segurança Pública.

“Neste momento de dor, o Comando da Corporação, em nome de todos os Oficiais, Praças e funcionários civis da Polícia Militar do Maranhão, expressa suas mais sinceras condolências aos familiares e amigos”, diz trecho da nota.

Explosão em hamburgueria deixa funcionário ferido em Balsas

Uma hamburgueria na cidade de Balsas, no Maranhão, registrou uma explosão provocada por vazamento de gás, na tarde dessa segunda-feira (28). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), o fogo teve início durante a troca de um botijão de gás no interior do estabelecimento. Um funcionário sofreu ferimentos no braço.

O acidente aconteceu no fim da tarde, poucas horas após o estabelecimento iniciar o expediente. Segundo os bombeiros, um funcionário realizava a troca do botijão de gás quando o equipamento explodiu. Com o impacto, parte do teto e vários utensílios da cozinha foram destruídos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após a explosão.. “Quando a gente chegou no local ainda estava tendo vazamento de gás. Fizemos o controle, deixamos o ambiente seguro, fizemos a avaliação da ocorrência e concluímos, graças a Deus, sem nenhuma vítima fatal, somente com danos materiais”, informou o aspirante Victor Hugo, do CBMMA.

Revista Crescer aborda caso de jovem maranhense que entrou na menopausa aos 16 anos

Julia Micaelly Ribeiro Carvalho

A estudante Julia Micaelly Ribeiro Carvalho, 20 anos, de Pedreiras, Maranhão, tinha apenas 4 anos de idade quando percebeu que o seu corpo era diferente das meninas da sua idade. “Tinha um suor forte debaixo do braço, começou assim”, lembra, em entrevista exclusiva à CRESCER. Pouco depois, reparou que começaram a crescer pelos nas axilas e na região íntima.

Os pais também repararam as mudanças no corpo da filha, mas, por falta de informação, acabaram não buscando ajuda. “Os sintomas não passavam, na verdade, só pioravam. Comecei a usar desodorante muito cedo por conta disso”, lembra. O que eles não sabiam era que a filha estava entrando na puberdade precocemente.

Mesmo sendo pequena, Julia se lembra do incômodo de não ser igual às colegas. “Eu fazia natação na minha escola, então, eu via o quanto meu corpo era diferente do das outras meninas. Elas tinham um corpinho de criança, sem pelos. Eu sempre pensava: ‘Por que eu tenho e elas não?’ Eu era a única que não me trocava na frente das meninas por ter vergonha dos meus pelos e dos meus seios que já estavam se desenvolvendo. Eu ficava muito envergonhada do meu corpo ser diferente”, recorda.

Quando tinha 7 anos, uma das mães de uma colega conversou com a mãe de Julia, sugerindo que levasse a menina em um endocrinopediatra, médico que cuida dos hormônios das crianças. “A endócrino passou muitos exames, um de idade óssea, um ultrassom para ver a questão dos ovários e folículos… E olha só, eu estava a ponto de menstruar já com apenas 7 anos”, afirma. “A médica também falou que a minha idade óssea era de 12 anos, meu osso já tinha esticado bastante, o que não era bom”, acrescenta.

Corrida contra o tempo

A médica orientou que Julia começasse o tratamento para atrasar a puberdade precoce o mais rápido possível. “A gente foi atrás de conseguir a medicação pelo SUS. Foi uma corrida contra o tempo. Mas deu tudo certo por conta da urgência do meu caso, então foi tudo muito rápido e comecei o tratamento certinho com a medicação, que era por injeção”, diz.

Embora soubesse que era para o seu bem, nenhuma criança gosta de tomar injeção. Receber o medicamento era sofrido para Julia. “Eu fiquei arrasada, porque era injeção e doía muito. Eu tomava um dia e passava dois dias com o bumbum ainda dolorido. Era horrível. Toda vez, eu chorava e falava que não queria”, lamenta.

Julia precisou fazer o tratamento até os 11 anos, quando, finalmente, não precisou mais adiar a puberdade e pôde menstruar. “Foram anos dessa chateação. Meu pai ficava pelejando, era ele que aplicava, porque era enfermeiro. Toda vez, eu chorava e eu falava que não queria”, diz.

Menopausa cirúrgica

Aos 16 anos, Julia enfrentou outro desafio: entrou na menopausa precoce após retirar os ovários devido a um cisto hemorrágico. “Eu não tive sintomas. Geralmente, quando a mulher está com cisto no ovário, ela sente sintomas antes, principalmente esses que são hemorrágicos. A menstruação atrasa, ela sente dor na região pélvica, tem um sinal. Eu não tive nada. O cisto foi muito silencioso, não deu sinal nenhum, minha menstruação vinha todo mês, eu não sentia cólicas fortes… nada”, diz.

Ela nunca suspeitou do cisto até que, um dia, ele rompeu. “Foi muito agressivo. Quando rompeu, o ovário rompeu junto. Minha barriga estava lotada de sangue. Eu tive uma hemorragia interna muito intensa”, recorda. Julia foi levada ao hospital às pressas e passou por uma cirurgia de emergência. Quando o cirurgião a abriu, viu que o ovário direito também estava comprometido e teria que ser retirado. “Quando ele encostou no ovário, ele rompeu. O esquerdo rompeu dentro de mim e o direito na mão do cirurgião”, explica.

Segundo Julia, os médicos não descobriram por que o cisto se formou e como se desenvolveu tão rápido. “Depois que menstruei aos 11 anos, segui fazendo acompanhamentos com ultrassom até os 13 anos, para ver se estava tudo bem com os meus ovários e folículos e nunca teve nada. Foi questão de três anos para esse cisto se desenvolver e me destruir desse jeito”, ressalta.

Ela não foi diagnosticada com nenhuma outra condição que poderia estar associada ao cisto, como endometriose. Fizeram biópsia e também não era câncer. “Não teve um motivo claro por que ele apareceu, cresceu tanto de forma agressiva sem ninguém ver e se rompeu”, diz.

Sonho de ser mãe

Mesmo com os desafios da menopausa precoce, Julia continua com o sonho de ser mãe e engravidar — e já tem tudo planejado. “Minha mãe, que tinha 38 anos na época, recorreu ao tratamento para congelar os óvulos para doá-los para mim futuramente. Foi um ato lindo. Então, tem oito óvulos congelados me esperando. Todo ano a gente paga uma taxa de preservação”, destaca.

Quando se sentir pronta, pretende fazer uma fertilização in vitro (FIV) utilizando os óvulos doados pela mãe para engravidar. “Eu vou fazer a FIV porque eu ainda tenho o útero, então, eu ainda consigo gestar”, diz. Inicialmente, Julia confessa que teve um pouco de dificuldade em aceitar que não poderia utilizar os próprios óvulos. Mas, hoje não vê mais problema. “Vai ser meu filho do mesmo jeito. Eu não tenho mais relutância com esse assunto de forma nenhuma”, finaliza.