Noruega vence Costa do Marfim e será rival do Brasil nas oitavas do Mundial

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A Seleção Brasileira já conhece seu adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A Noruega garantiu a classificação nesta terça-feira (30) ao vencer a Costa do Marfim por 2 a 1 e agora enfrentará o Brasil na próxima fase do Mundial.

O confronto está marcado para o próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida será disputada em jogo único, e quem vencer avança às quartas de final.

A equipe comandada por Carlo Ancelotti chega embalada após derrotar o Japão por 2 a 1, de virada, em Houston, resultado que confirmou a classificação brasileira para o mata-mata e manteve viva a busca pelo hexacampeonato.

Do outro lado, a Noruega confirmou sua vaga ao superar a Costa do Marfim e agora terá pela frente um dos maiores favoritos ao título.

Quem avançar do duelo entre Brasil e Noruega enfrentará nas quartas de final o vencedor do cruzamento que reúne México, Equador, Inglaterra e República Democrática do Congo, cujos confrontos ainda definirão o próximo adversário.

Justiça cobra Prefeitura de São Luís por abandono de jovens em vulnerabilidade

Prefeitura de São Luís

Um pedido de cumprimento de sentença apresentado pelo Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude de São Luís, levou a Justiça a estabelecer um cronograma para que o Município implante uma unidade de acolhimento destinada a jovens do sexo feminino (República), além de regularizar o atendimento aos jovens do sexo masculino.

Essas unidades são destinadas a atender aos jovens que, após anos de acolhimento institucional ou familiar, atingem a maioridade sem condições de autossustento ou apoio da família. De acordo com a Ação Civil Pública do MPMA, esses jovens vêm sendo lançados ao desamparo e à situação de rua justamente no momento em que o Poder Público deveria concluir o ciclo de proteção.

A Ação foi proposta em 2015, com sentença proferida em novembro de 2018. Após recursos, a decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão em 1° de agosto de 2023. O trânsito em julgado da sentença foi certificado em 6 de julho de 2025.

A República voltada para o público masculino foi inaugurada apenas três anos após o planejamento inicial, em 2020. Já a unidade feminina não tem sequer perspectiva de funcionamento até hoje.

“A maioridade civil não pode significar o abandono do jovem pelo Estado que o acolheu. Adolescentes que cresceram sob medida protetiva (muitas vezes por terem sido vítimas de violência, negligência ou abandono familiar) completam 18 anos sem rede de apoio, sem moradia e sem condições de seguir sozinhos. É justamente para evitar esse vácuo que a legislação brasileira, alinhada a tratados internacionais de direitos humanos, prevê serviços específicos de transição para a vida adulta, com moradia assistida, suporte financeiro temporário e acompanhamento técnico até que o jovem tenha condições reais de autonomia”, explica o promotor de justiça Márcio Thadeu Silva Marques.

SENTENÇA

Na decisão, a 1ª Vara da Infância e Juventude de São Luís determinou a execução imediata de multa de R$ 237 mil já acumulada pelo descumprimento, a ser revertida ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), além do aumento da multa diária para até R$ 40 mil sobre cada obrigação ainda não cumprida pelo Município.

Também houve a fixação de cronograma estrutural, com prazos de 30, 60, 90, 180 e 365 dias, para a implantação efetiva de uma unidade de acolhimento destinada a jovens do sexo feminino e regularização do atendimento a jovens do sexo masculino.

Por fim, foi determinada a responsabilização pessoal de gestores municipais em caso de persistência do descumprimento.

Na sentença, o juiz José Augusto Sá Costa Leite rechaça a tentativa do Município de São Luís de substituir o serviço de alta complexidade que é a República por acompanhamentos genéricos pelo CRAS ou CREAS. “Oferecer apenas ‘orientação’ ou ‘inclusão em cadastros’ não equivale ao cumprimento de prover moradia assistida”, observa.

Justiça decreta prisão de avó acusada de abandonar bebê de cinco meses em Arame

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O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Arame, pediu, em 27 de junho, aditamento de Denúncia envolvendo a avó materna de uma criança de cinco meses, abandonada cinco dias antes em situação de risco no município. A criança foi deixada em via pública, motivando a atuação do Conselho Tutelar, da Polícia Civil e do Ministério Público.

A manifestação anterior, oferecida em 26 de junho, foi baseada no crime de abandono de incapaz qualificado. O MPMA também solicitou a prisão preventiva da acusada.

O promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde temporariamente pela Promotoria da comarca, requereu a correção da idade da vítima na manifestação. A criança possuía cinco meses e seis dias de vida na data do fato, e não seis dias, como constou na Denúncia inicial.

O pedido do MPMA foi acolhido pelo juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa, que também decretou a prisão preventiva da acusada.

PROVIDÊNCIAS

Além de pedir o aditamento da Denúncia, o representante do Ministério Público instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar a situação da criança e garantir a atuação coordenada da rede de proteção.

Foram pedidas providências ao Conselho Tutelar, à Secretaria Municipal de Saúde, ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

As medidas incluem avaliação pediátrica, atendimento emergencial, preservação de provas, análise da situação familiar e busca de outros familiares para assumir cuidados provisórios.

“A prioridade absoluta da infância exige resposta imediata, integrada e responsável. O Ministério Público atua para responsabilizar criminalmente quem expõe uma criança a risco, mas também para garantir que a vítima receba atendimento médico, acompanhamento e proteção familiar segura”, esclareceu o promotor de justiça.

Ainda segundo ele, o MPMA continuará acompanhando o caso, com foco na segurança, na saúde e no acompanhamento psicossocial da criança.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Casal suspeito de matar empresário Laércio Müller é transferido para presídios no MA

Empresário Laércio Müller

A Polícia Civil do Maranhão transferiu, nesta segunda-feira (29), o casal Tiago Guilherme Monteiro e Yala Kananda Costa para unidades prisionais da Região Tocantina. Os dois são apontados como principais suspeitos da morte do empresário Laércio Müller.

Tiago foi encaminhado para a Unidade Prisional de Imperatriz (UPRI), enquanto Yala passou a cumprir prisão no presídio feminino de Carolina. Durante interrogatório conduzido pelo delegado Josenildo Ferreira, ambos optaram por permanecer em silêncio.

Laércio Müller desapareceu no dia 5 de junho, após ser visto entrando na residência de Tiago, em Imperatriz. Durante as investigações, a polícia encontrou vestígios de sangue e marcas de disparos no imóvel. Dias depois, um corpo carbonizado, em avançado estado de decomposição e dentro de um tambor, foi localizado em um terreno baldio no município de Davinópolis. A vítima foi identificada como o empresário.

Além do casal, Gabriel Pereira Monteiro, filho de Tiago, também está preso. Ele se apresentou à Polícia Civil acompanhado de um advogado e teve a prisão preventiva cumprida por determinação da Justiça.

PC investiga desaparecimento de cantor após relato de ameaças nas redes sociais

Cantor Edyson Bruno Reis Barbosa

A Polícia Civil do Maranhão investiga o desaparecimento do cantor Edyson Bruno Reis Barbosa, registrado no último domingo (28), em São Luís. O caso está sendo apurado pelo Departamento de Proteção à Pessoa (DPP/SHPP).

Segundo familiares, o cantor saiu de casa, no bairro Miritiua, na Grande São Luís, informando que iria se encontrar com uma pessoa em uma conveniência. Desde então, não deu mais notícias.

Antes de desaparecer, Edyson Bruno publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que vinha recebendo ameaças. Na gravação, ele disse estar com medo, declarou amor à família e se despediu dos parentes, aumentando a preocupação de familiares e amigos.

Como parte das investigações, a Polícia Civil deve solicitar imagens de câmeras de segurança da região onde o cantor foi visto pela última vez, além de ouvir familiares para tentar esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

A polícia também pede que qualquer informação que possa contribuir para localizar Edyson Bruno seja repassada, de forma anônima, aos canais oficiais da Segurança Pública.

Fiscalização do MP resulta na interdição de UTI e centro cirúrgico do Hospital Ludovicense

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O Ministério Público do Maranhão realizou, nesta quinta-feira, 26, uma fiscalização no Hospital Ludovicense, antiga Clínica São Marcos, em São Luís, que resultou na interdição de diversos setores da unidade pela Vigilância Sanitária Municipal. A inspeção foi motivada por reclamações recebidas pela Ouvidoria do MPMA sobre o serviço de obstetrícia do hospital.

Segundo a promotora de justiça de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, após a instauração de procedimento administrativo, a instituição não apresentou manifestação ao Ministério Público. Paralelamente, o MPMA recebeu relatórios e documentos produzidos pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, indicando possíveis irregularidades na unidade.

Diante das informações, foi realizada inspeção para verificar as condições de funcionamento do hospital. Durante a fiscalização, equipes do MPMA, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e demais órgãos envolvidos vistoriaram diferentes setores da unidade. No primeiro andar, foram constatadas condições inadequadas de funcionamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, nas salas cirúrgicas, na área de recuperação pós-anestésica, no setor de esterilização e em depósitos.

Conforme a promotora Lítia Cavalcanti, a UTI neonatal apresentava infiltrações e presença de mofo. Também foram identificados problemas estruturais nas salas cirúrgicas e ausência de oxigênio na sala de recuperação pós-cirúrgica. Todo o primeiro andar, incluindo centro cirúrgico, Central de Material e Esterilização (CME), depósitos e UTI neonatal, foi interditado.

O Corpo de Bombeiros também constatou irregularidades relacionadas à segurança contra incêndio. De acordo com a vistoria, a rota de fuga do quarto andar não atendia às exigências técnicas, o que levou à interdição integral desse pavimento.

Ainda durante a inspeção, foi verificada a existência de grande volume de resíduos hospitalares infectantes armazenados em área externa, em local de fácil acesso. Segundo a promotora, a situação representava risco sanitário à população.

Na farmácia hospitalar, a Vigilância Sanitária identificou a inexistência de documentação exigida pelo Conselho Regional de Farmácia para aquisição de medicamentos. Em razão da irregularidade, o setor também foi interditado. De acordo com termo emitido pela Vigilância Sanitária, a desinterdição da farmácia está condicionada ao cumprimento das exigências estabelecidas em notificação anterior.

Os documentos da Vigilância Sanitária registram que a fiscalização constatou o descumprimento de itens constantes de termo de intimação expedido anteriormente, resultando na interdição do setor farmacêutico hospitalar e na lavratura do respectivo termo de interdição.

Conforme informado pela promotora de justiça, apenas os consultórios localizados no térreo permanecem em funcionamento. Os demais setores da unidade permanecerão interditados até que sejam sanadas as irregularidades apontadas pelos órgãos fiscalizadores.

Júri popular condena réu que matou companheira com golpe ‘mata-leão’ em São Luís

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O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou, a 19 anos e três meses de reclusão, André Luis Fonseca da Silva, pelo feminicídio de sua companheira Jéssica Nunes Paixão. O crime ocorreu no dia 8 de setembro de 2023, por volta das 2h, no Maracanã, zona rural da capital, mediante asfixia.

O julgamento, nessa quinta-feira (25/6), no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), foi presidido pelo juiz Clésio Coelho Cunha, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Atuou na acusação o promotor de justiça Washington Luiz Maciel Cantanhede, assistido pelo advogado Neto Evangelista e pela advogada Eika Moreira Durans. Na defesa atuou o advogado Paulo Renato Fonseca Ferreira. O magistrado negou ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade e o acusado foi levado para a Penitenciária de Pedrinhas, onde já estava preso.

Durante a sessão de júri, foram ouvidas nove testemunhas e interrogado o réu que confessou ser o autor do delito. André Luis Fonseca da Silva foi condenado por homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de asfixia e feminicídio. Familiares da vítima (mãe e tias) acompanharam a sessão de julgamento, que terminou na madrugada desta sexta-feira (26/6).

Segundo a denúncia do Ministério Público, consta que no dia do crime, por volta das 2h, Jéssica Paixão se encontrava na residência do casal quando foi abordada pelo denunciado que desferiu um golpe “mata-leão”, levando-a à morte.

A vítima e o acusado viveram casados por 10 anos, tiveram um casal de filhos e viviam um relacionamento conturbado.

Na sentença condenatória, o juiz destacou que as consequências do crime foram graves, “uma vez que o sentenciado matou a vítima, uma mãe jovem, que deixou duas filhas, uma de 05 e outra de 09 anos de idade à época dos fatos, que presumivelmente sofrerão severos danos em razão da ausência da mãe na fase de desenvolvimento”.

Tribunal do Júri condena filha acusada de tentar matar mãe envenenada em São Luís

Maria Eduarda Marques

O 1º Tribunal do Júri de São Luís condenou Maria Eduarda Marques a 21 anos, 11 meses e 26 dias de reclusão, por tentar matar a própria mãe envenenada, quando a vítima estava internada em uma unidade de saúde da capital. O juiz Gilberto de Moura Lima determinou que fosse expedido mandado prisão para a imediata execução da pena.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a ré tentou contra a vida da mãe Sandra Maria Marques, usando substância tóxica, conhecida popularmente por “chumbinho”, nos dias 24 e 27 de abril de 2025, por volta das 19h e 9h, respectivamente, em um dos leitos do Hospital Geral da Vila Luizão, em São Luís. Ainda de acordo com os autos, a acusada só não conseguiu matar a mãe porque houve pronta intervenção de enfermeiras e médicos do hospital, conforme atesta o laudo de exame toxicológico da vítima.

Os jurados condenaram Maria Eduarda Marques por feminicídio envolvendo violência familiar, majorado pelo uso de veneno e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, na sua forma tentada. O promotor de justiça Agamenon Batista de Almeida Júnior pediu, durante os debates no plenário do Tribunal do Júri, que fossem reconhecidas em desfavor da acusada as circunstâncias agravantes do crime ter sido cometido contra ascendente (mãe) e enferma, pois na época a vítima estava internada no Hospital da Vila Luizão.

A sessão de julgamento, nessa terça-feira (23/6), no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), foi presidida pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Gilberto de Moura Lima. Durante a sessão de júri foram ouvidas oito testemunhas, além de interrogada a ré.

Polícia Civil prende investigado por violência doméstica em Açailândia

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A Polícia Civil do Maranhão, no âmbito da Operação Protetor das Divisas, realizou, na última quinta-feira (25), a prisão de um homem investigado por crime de violência doméstica no município de Açailândia.

A ação foi executada por policiais civis de Chapadinha, em conjunto com o Grupo Tático Regional (GTR), no povoado KM 30, em Açailândia, onde foi dado cumprimento a um mandado de prisão preventiva, expedido nos autos do processo nº 0803302-79.2023.

Segundo as investigações, o preso é acusado do crime de lesão corporal praticada em razão do sexo feminino, conduta tipificada no artigo 129, §13, do Código Penal, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A prisão também foi realizada no âmbito da Operação Mulher Segura, iniciativa que reforça o enfrentamento à violência contra a mulher e busca garantir maior proteção às vítimas.

A Polícia Civil do Maranhão reforça seu compromisso no combate à violência doméstica, destacando a importância da denúncia para a responsabilização de agressores e a proteção das vítimas.

Polícia Civil prende suspeito de facilitar assalto a residência em São Luís

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A Polícia Civil do Maranhão, realizou, na última quarta-feira (24), a prisão em flagrante de um indivíduo investigado por participação em um roubo a residência ocorrido durante a madrugada, em um imóvel localizado na capital maranhense.

De acordo com as investigações, quatro indivíduos, utilizando um veículo de passeio, invadiram a residência e, mediante grave ameaça com o uso de arma de fogo, renderam as vítimas e subtraíram diversos bens, entre eles aparelhos celulares, televisão, relógios, joias, dinheiro em espécie e outros objetos de elevado valor.

Assim que tomou conhecimento do crime, equipes da Delegacia de Roubos e Furtos(DRF/SPCC) iniciaram diligências investigativas que resultaram na identificação de um dos envolvidos, de 22 anos, apontado como responsável por facilitar a entrada dos demais assaltantes no imóvel, exercendo a função conhecida no meio criminoso como “chaveiro”.

Durante as diligências, o investigado foi localizado e preso em flagrante. Em sua posse, os policiais encontraram diversos objetos posteriormente reconhecidos pelas vítimas como parte dos bens subtraídos durante a ação criminosa.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar, localizar e prender os demais envolvidos no crime, além de recuperar o restante dos bens roubados.