Após quase 3 semanas desaparecido, maranhense envia mensagem da guerra na Ucrânia e confirma que está vivo

Após quase três semanas de silêncio, a família do maranhense Rafael Paixão, de 29 anos, recebeu no último sábado, 28, uma mensagem que trouxe alívio mas que também preocupa. Recrutado para atuar em uma missão especial na guerra da Ucrânia, Rafael conseguiu fazer contato e confirmou estar vivo, mas segue em zona de conflito.

Foto Reprodução

“Estou vivo graças a Deus, mas estou em missão”, escreveu ele à mãe, Neila Paixão. A comunicação aconteceu por mensagem e, brevemente, por chamada de vídeo. Rafael não pôde falar muito, pois estava acompanhado por um comandante militar, o que impôs restrições à conversa.

Segundo a família, Rafael atua em uma área extremamente perigosa e faz parte de um grupo de resgate especializado. Ele teria recebido treinamento para missões desse tipo, e desde então permanece em combate, sob riscos constantes. A possibilidade de fuga é considerada inviável, já que o terreno ao redor estaria repleto de minas, tornando o deslocamento a pé uma ameaça à vida.

Rafael morava em Imperatriz, onde cursava Direito, mas interrompeu os estudos em 2024 para buscar novas oportunidades na Europa. Na Holanda, após o término de um relacionamento, foi convencido por colegas a se voluntariar para o exército ucraniano.

Durante os dias de desaparecimento, a família viveu momentos de desespero. Tentou contato com embaixadas, autoridades brasileiras e estrangeiras, além de buscar apoio de figuras públicas. Chegaram a considerar o envio de um parente para tentar ajudar diretamente no resgate. “Tivemos medo de que ele tivesse sido capturado ou estivesse morto. A dor foi imensa”, desabafa a mãe.

Apesar da notícia de que Rafael está vivo, a incerteza sobre seu futuro persiste. A família relata que ele está sendo pressionado a continuar em missões contra sua vontade e não há previsão de retorno ao Brasil. “Só vamos ficar em paz quando ele estiver em casa”, afirma a mãe.

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