Condenado por tortura é preso pela PC em Grajaú

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Na última quinta-feira (9), a Polícia Civil do Maranhão cumpriu um mandado de prisão definitiva contra um homem condenado pela prática do crime de tortura no município de Grajaú.

De acordo com informações da Delegacia de Polícia de Grajaú, a ordem judicial foi expedida após condenação transitada em julgado, quando não cabe mais recurso. A pena fixada é de seis anos, sete meses e dez dias de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, conforme determinado no mandado.

Após a realização de diligências, os policiais civis, com apoio de guardas municipais conseguiram localizar e prender o condenado na própria cidade de Grajaú. Ele foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais.

Em seguida, o preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.

PC deflagra 3ª fase da Operação Pentágono e cumpre 97 ordens judiciais em vários estados

Na última quinta-feira (9), a Polícia Civil do Maranhão deflagrou, em apoio à Polícia Civil do Mato Grosso, a terceira fase da “Operação Pentágono”. A ação teve como objetivo cumprir ordens judiciais contra investigados por envolvimento em um roubo a uma empresa de transporte de valores, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa, considerado o maior e mais violento roubo no estado, na modalidade “domínio de cidades”.

Nesta etapa da operação, foram cumpridas 97 ordens judiciais, entre mandados de busca domiciliar, mandados de prisão e bloqueio de contas bancárias em vários estados da federação.Foto Reprodução

No Maranhão, as equipes policiais deram cumprimento a oito mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Imperatriz, Vitorino Freire, Pinheiro e Santa Luzia do Tide. Durante a ação, duas pessoas foram presas.

Além do Maranhão, a força-tarefa foi realizada simultaneamente nos estados do Mato Grosso, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pará.

A Operação Pentágono contou com a atuação de equipes da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), do Grupo de Pronto Emprego (GPE/SPCI), bem como das Delegacias Regionais de Imperatriz, Santa Inês, Bacabal, Zé Doca e Pinheiro, e do Centro Tático Aéreo(CTA).

Rodoviários ameaça cruzar os braços na próxima terça (14)

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O sistema de transporte público da capital pode enfrentar uma nova paralisação nos próximos dias. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, confirmou durante entrevista ao Mirante News Hoje desta sexta-feira (10) que há possibilidade de greve após descumprimento da convenção coletiva e decisões judiciais por parte das empresas. A categoria afirma que aguarda uma resposta das autoridades antes de tomar a decisão final.

Ofícios foram enviados aos órgãos competentes solicitando intervenção para garantir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores. Entre as principais reclamações estão atrasos salariais, ausência de reajustes e falta de benefícios previstos em acordo. O sindicato afirma que aguarda retorno até a próxima segunda-feira (13).

“Vou aguardar até na segunda-feira alguma resposta desses órgãos competentes. Se não, a gente vai usar do nosso último recurso, que é a greve”, destacou.

Greve pode começar na terça-feira

Caso não haja acordo, a paralisação pode começar já na próxima terça-feira (14), atingindo o sistema urbano e semiurbano de São Luís. A decisão, segundo o sindicato, será tomada após o prazo dado às autoridades e empresas: “Se não tiver um resultado, a partir de terça-feira nós vamos anunciar as 72 horas”. (Imirante)

Operação integrada cumpre 62 ordens judiciais contra organização criminosa no Piauí e Maranhão

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A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio da Polícia Civil e Polícia Militar, deflagrou nesta sexta-feira (10) uma operação de combate à criminalidade no estado.

Ao todo, estão sendo cumpridas 62 ordens judiciais, sendo 31 mandados de prisão e 31 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Teresina, Buriti dos Lopes e Parnaíba, além da cidade de Coelho Neto, no estado do Maranhão.

Os alvos da operação são investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e integram uma organização criminosa com atuação na região. Até o momento, já foram efetuadas prisões, além de apreensões de entorpecentes e veículos.

De acordo com o coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), delegado Samuel Silveira, a ação reforça o compromisso das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado. “Essa operação é resultado de um trabalho integrado e contínuo de investigação. Estamos atuando de forma estratégica para desarticular essas organizações criminosas, retirando de circulação seus integrantes e enfraquecendo suas atividades ilícitas”, pontuou.

A ação foi coordenada pelo DENARC, com apoio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Polícia Militar.

A Secretaria de Segurança Pública reforça que as ações integradas seguem intensificadas, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e desarticular organizações criminosas que atuam na região.

Sistema de Comunicação da Alema é exaltado por representantes do Senado

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Representantes do Senado Federal avaliaram positivamente o trabalho desenvolvido pela Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão e enalteceram a estrutura física do Complexo de Comunicação, bem como a grade de programação disponibilizada pela TV e Rádio Alema. Trata-se de mais um reconhecimento que comprova que o Parlamento maranhense dispõe de um dos sistemas de comunicação pública mais completos e modernos do Brasil, atuando não apenas na divulgação das atividades dos deputados, mas principalmente na promoção da cidadania.

Desde a terça-feira (7), a gerente de projetos Priscilla Henrique da Silva e engenheiro de telecomunicações Audrim Marques, ambos do Senado, estão na capital maranhense com o intuito de visitar e conhecer um pouco mais a respeito do funcionamento dos equipamentos de transmissão da televisão e da rádio FM, tendo em vista a parceria institucional que existe entre a Assembleia Legislativa e o Senado Federal no que diz respeito à promoção da comunicação pública.

Logo na chegada, os servidores do Senado Federal se impressionaram com a estrutura física do Complexo de Comunicação da Alema, que abrange a Agência de Notícias e Mídias Sociais, a TV Assembleia (canal 9.2, TV aberta; canal 309.2, Sky; e canal 17, Maxx TV) e a Rádio Assembleia (96,9 FM). Para Audrim Marques, trata-se de um dos maiores e mais eficientes sistemas de comunicação pública do Brasil.

“Vocês estão à frente. É de ponta o que vocês fazem aqui. É espetacular, em vista de outros que nós já visitamos, vocês estão muito bem. Eu já visitei várias outras secretarias de comunicação e a gente percebe que aqui em São Luís, na Alema, vocês têm uma estrutura muito boa, uma estrutura grande, que realmente surpreende. Vocês estão bastante envolvidos e isso, para nós, foi muito positivo, pois como tem a parceria entre o Senado Federal e a Assembleia, ficamos felizes com todo esse comprometimento que vocês têm com a informação que é repassada para a população”, pontuou.

A mesma opinião foi compartilhada por Priscilla Henrique, que também teceu elogios sobre a forma como foi recepcionada no Maranhão. “Nós viajamos vários estados e tenho que dar parabéns para vocês porque nós nunca fomos recebidos dessa forma. Então, nós estamos saindo daqui bem felizes e bem satisfeitos com a receptividade de todos”, pontuou.

A gerente de projetos, Priscilla Henrique, observa os equipamentos no parque de transmissão da Televisão e Rádio Assembleia

Grade de programação

A grade de programação da TV e Rádio Assembleia foi outro ponto que deixou os técnicos do Senado Federal impressionados isso porque os veículos de comunicação do legislativo maranhense preocupam-se em não apenas divulgar as atividades dos parlamentares, mas também ajudam a educar e informar a população sobre assuntos relacionados à ciência, tecnologia, cultura, esporte, meio ambiente, empoderamento da mulher, além de questões voltadas a saúde e bem-estar.

Hoje a TV Assembleia conta com uma grade de programação composta por 19 programas, levando informações de interesse público para toda a sociedade. Já a Rádio Assembleia (96,9 FM) compartilha a frequência com a Rádio Senado e dispõe de quatro horas diárias para produzir conteúdos jornalísticos e de prestação de serviços, além de atualizar a população sobre as rotinas parlamentares.

“Eu achei uma grade bastante interessante. Vocês estão realmente empenhados em levar a transparência aqui da casa legislativa da melhor forma para a população Acredito que vocês têm realmente assuntos e programas que são de interesse e que tornam relevante todo esse trabalho que vocês fazem aqui”, disse Audrim Marques.

Já Priscilla Henrique destacou o aspecto cultural presente na programação das emissoras, o que valoriza a diversidade presente no estado. “Nós assistimos, ficamos ontem conectados com vocês, tanto na rádio quanto na TV. Achamos uma grade bem interessante, que leva para a população a transparência e gostei muito que vocês pontuam culturalmente. Vocês trazem o que vocês fazem aqui e isso é muito importante”, afirmou.

Diretor de Comunicação da Assembleia, Juraci Filho, recebeu os visitantes. Ele destacou a importância da avaliação positiva feita pelos técnicos do Senado

Novos transmissores

A equipe de Brasília visitou também o parque de transmissão da televisão e rádio. Foi anunciado que, em breve, os transmissores da TV Assembleia serão substituídos por novos, possibilitando um ganho maior não apenas em qualidade, mas também em alcance e possibilidades, abrindo caminho para a implantação da TV 3.0.

Essa nova modalidade irá redefinir a forma como o brasileiro assiste à televisão, oferecendo ambientes digitais mais modernos, intuitivos e conectados. A tecnologia permitirá uma experiência interativa e personalizada, com acesso a conteúdos ao vivo e sob demanda; serviços públicos digitais e novas funcionalidades de participação social; melhorias significativas na qualidade da imagem, com transmissões em 4K e 8K, HDR e cores mais vivas; som imersivo, ampliando a sensação de presença; e recursos avançados de acessibilidade.

“O Senado está trocando todo o parque de transmissores, está renovando e São Luís é uma das cidades que nós temos a intenção de em breve, trocar, melhorar, para sempre poder estar com os equipamentos atualizados”, pontuou Audrim Marques. Brevemente, os equipamentos de transmissão da Rádio Assembleia também serão atualizados, proporcionado melhorias na qualidade do conteúdo.

Subdiretor de Rádio e TV da Assembleia, Gregório Dantas, acompanhou a comitiva do Senado, durante visita realizada ao Complexo de Comunicação da Alema

Parceria destacada

A visita de diretores da TV e da Rádio Senado à Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão foi marcada por reconhecimento. O diretor de Comunicação da Casa, Juraci Filho, destacou a importância do encontro e a avaliação positiva feita pelos visitantes. “É motivo de extrema satisfação receber os diretores e saber deles que, andando por todo o Brasil, temos aqui o Complexo de Comunicação mais bem dotado entre as legislativas”, afirmou.

Segundo Juraci, o reconhecimento também se estendeu à qualidade da programação desenvolvida pela equipe maranhense. Ele ressaltou que a grade local foi apontada como uma das melhores entre as TVs e rádios legislativas do país. “Eles valorizaram muito a nossa programação, inclusive denominando como uma das melhores no Brasil”, disse, ao creditar o resultado ao incentivo da presidente do parlamento maranhense, a deputada estadual Iracema Vale (MDB) e ao trabalho contínuo dos profissionais da área.

Juraci Filho enfatizou ainda que o reconhecimento nacional é fruto de um trabalho coletivo e contínuo. Ele citou a contribuição da ex-diretora de Comunicação, Jacqueline Barros Heluy, responsável por montar toda a equipe, e o empenho dos profissionais que hoje têm produções exibidas em rede nacional. “É a certeza de que estamos no caminho certo, com um trabalho que terá uma propagação ainda maior a partir do segundo semestre de 2026 com a chegada do novo transmissor”, ressaltou.

O subdiretor de Rádio e TV da Assembleia, Gregório Dantas, por sua vez, destacou que a Comunicação da Alema vive um momento de transformação e expansão, evidenciando que todo o trabalho desenvolvido pelas equipes tem dado resultados positivos.

“A visita deles é importante até para eles terem real noção do trabalho que a gente realiza aqui. A gente passa por um momento de transformação, onde nós ampliamos todos os números, eu digo isso com relação a programas, reportagens. Nós demos um salto muito grande em relação às gestões anteriores. A Rádio, por exemplo, tinha um programa que era gravado e hoje nós temos 10 programas sendo praticamente todos ao vivo e também disponibilizados pelo YouTube. Na TV, nós saímos de três programas, quando assumimos aqui, quando a presidente Iracema Vale assumiu e, nesse momento são 19 programas transmitidos, todos com produção local”, avaliou.

Justiça condena Latam a pagar R$ 5 mil por extravio de bagagem em voo em São Luís

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Em sentença proferida no 7º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, o Poder Judiciário condenou uma empresa de transporte aéreo a indenizar uma passageira em 5 mil reais. O motivo foi o sumiço da bagagem da passageira. Na ação, que teve como parte demanda a TAM Linhas Aéreas S.A., uma mulher relatou que adquiriu passagens aéreas com o objetivo de realizar viagem a trabalho, no itinerário São Luís/MA – Brasília/DF, em 30 de novembro de 2025.

Sustentou que, ao chegar ao destino da viagem, foi surpreendida com o extravio de sua bagagem, tendo efetuado o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB), a qual não foi localizada. Alegou que, em razão disso, precisou realizar gastos com a aquisição de roupas emergenciais, bem como perdeu os objetos que estavam na bagagem. Diante da situação, decidiu entrar na Justiça, pedindo indenização pelos danos morais e materiais sofridos. Em contestação, a requerida afirmou que tomou todas as medidas necessárias para a localização e devolução da bagagem da autora, bem como que, caso a passageira deseje ser indenizada pelo valor real dos bens transportados. Por fim, esclareceu que a reclamante já foi ressarcida em R$2.196,59.

A Justiça promoveu audiência de conciliação, mas as partes não chegaram a um acordo. “Com base nos fatos narrados, verifica-se que se trata de relação de consumo, notadamente fornecedor e consumidor, nos exatos termos dos artigos 2º e 3º da legislação consumerista, devendo o feito ser julgado à luz do Código de Defesa do Consumidor (…) Inicialmente, cumpre salientar que o extravio da bagagem da autora constitui fato sem discussão, em que não foi localizada a bagagem da demandante, impondo-se a análise quanto à ocorrência de danos morais e materiais”, pontuou a juíza Maria José França Ribeiro.

FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO

Para ela, após análise do processo, a reclamação da autora é válida, considerando que as provas anexadas são suficientes para demonstrar os fatos alegados e comprovar o extravio de sua bagagem, não tendo a empresa aérea demandada comprovado a efetiva devolução. “Considerando que já houve o pagamento administrativo da quantia de R$ 2.196,59, conclui-se que os danos materiais encontram-se integralmente adimplidos (…) Sobre os danos morais, verifica-se que o contrato de transporte, em geral, constitui obrigação de resultado, conceito este que abrange não apenas o transporte até o local de desembarque, mas também impõe ao transportador o dever de cuidado máximo para a correta execução do contrato, o que não se verificou no caso”.

E concluiu: “Dessa forma, não havendo comprovação de fato capaz de excluir a responsabilidade da empresa, e estando demonstrada a prestação de serviço defeituosa, existe o dever de indenizar a reclamante, desde que configurados o dano, o ato ilícito e o nexo de causalidade (…) Na situação presente, constatou-se a frustração a que foi submetida a passageira, que teve sua bagagem extraviada, permanecendo sem seus pertences ou qualquer informação sobre a localização da bagagem por dois dias em uma cidade estranha”.

PC deflagra operação em Paço do Lumiar contra suspeitos de assalto violento a residência e prende homem em flagrante

Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Civil do Maranhão deflagrou uma operação no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra investigados por envolvimento em assalto a residência.

De acordo com a Delegacia de Polícia de Paço do Lumiar, o crime ocorreu em setembro de 2025, quando seis indivíduos encapuzados invadiram o imóvel da vítima mediante violência. Durante a ação criminosa, os suspeitos agrediram a vítima e tentaram realizar transferências via Pix utilizando o aparelho celular dela, além de subtraírem diversos bens, como celulares e outros objetos.

No curso das investigações, foi identificado o envolvimento de um adolescente no crime, fato que motivou a expedição dos mandados judiciais cumpridos nesta manhã.

Durante o cumprimento das ordens judiciais no bairro Cumbique, em uma das residências alvo, um indivíduo foi preso em flagrante. O homem estava em posse de duas armas de fogo de fabricação artesanal, uma balança de precisão e material plástico do tipo insufilme, comumente utilizado para o acondicionamento de substâncias entorpecentes.

Já em um segundo endereço, os policiais apreenderam um notebook com indícios de ser produto de crime.

O suspeito preso foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Paço do Lumiar, onde foi autuado em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo. Ele permanece à disposição da Justiça e poderá responder ao processo em liberdade mediante pagamento de fiança arbitrada.

Estado e empresa são condenados por remoção forçada de famílias em São Luís

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Em sentença proferida na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, o Poder Judiciário condenou o Estado do Maranhão a abster-se de cumprir mandados judiciais de ações reivindicatórias ou possessórias que resulte na remoção forçada de grande número de pessoas sem a elaboração de prévio e adequado plano de realocação para abrigos públicos ou moradias adequadas, conforme as diretrizes estabelecidas no Manual de Diretrizes Nacionais Para Execução de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse Coletiva. A pena de multa diária é de R$ 50.000,00 a cada operação realizada em desconformidade com a determinação do Judiciário.

Na mesma sentença, a Justiça condenou, solidariamente, a agência Enter Propaganda pelos danos decorrentes da remoção forçada ilegal das famílias ocorrida em 16 de outubro de 2021, em área do Calhau. O caso é uma Ação Civil Pública, movida pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão, contra o Estado do Maranhão e a empresa de comunicação, visando à responsabilização por remoção forçada de aproximadamente 77 famílias em ocupação coletiva situada na Rua da Caema, Bairro Calhau.  A demanda tem como objeto principal a proteção e promoção do direito fundamental à moradia de dezenas de famílias de baixa renda, supostamente desalojadas de forma forçada e ilegal.

A parte autora narrou que tal remoção ocorreu em função do cumprimento de uma decisão judicial liminar proferida por outra unidade judicial. Contudo, a oficiala de Justiça, ao comparecer ao local por volta das seis da manhã, certificou expressamente a impossibilidade de cumprimento urgente do mandado, haja vista a área se encontrar altamente ocupada e demandar auxílio de força policial para estudo da área e amparo logístico, solicitando a redistribuição do expediente à Central de Cumprimento de Mandados.

REMOÇÃO FORÇADA SEM PLANEJAMENTO

Entretanto, a Polícia Militar do Maranhão teria realizado a ação naquela manhã, que resultou na retirada das mencionadas famílias, com a destruição de suas habitações e bens, e sem a oferta de qualquer alternativa habitacional. A DPE destacou que tal operação policial ocorreu sem a presença da Oficiala de Justiça e, ainda, com uso desproporcional da força, em flagrante desrespeito a normas nacionais e internacionais que regulam despejos e remoções coletivas. Ao contestar a ação, o Estado do Maranhão negou que a PMMA tenha promovido uma operação de reintegração de posse, afirmando que a atuação policial se resumiu a um atendimento a chamados de ocorrência via CIOPS para conter tentativas de invasão.

Alegou, também, que não tinha 77 famílias habitando o terreno, mas apenas algumas armações para construção de barracos, conforme as fotos da Oficiala de Justiça. Por fim, ressaltou que a PMMA permaneceu no local aguardando o comparecimento da Oficiala de Justiça e que parte dos ocupantes se retirou voluntariamente, não havendo, portanto, ato ilícito de sua parte que justificasse o pedido de indenizações. A Enter Propaganda aderiu integralmente aos argumentos do Estado. A empresa afirmou ter a posse legítima do imóvel, comprovada por Contrato de Compra e Venda e notificações de IPTU, negou a existência de moradores desalojados, asseverando que a ordem judicial foi cumprida com auxílio policial de forma pacífica contra uma invasão em curso.

Por fim, o Ministério Público emitiu parecer pela total procedência dos pedidos da Defensoria Pública do Estado, destacando que a narrativa do processo, especialmente o depoimento da Oficiala de Justiça e o registro do CIOPS, confirmou a ocupação e a remoção ilegal. Afirmou que o Estado agiu com desvio de finalidade e grave falha no serviço público ao utilizar a PMMA para interesse privado sem acompanhamento judicial, acarretando responsabilidade. Da mesma forma, atribuiu responsabilidade solidária à Enter por agir com dolo, vontade consciente de praticar ato ilícito, e má-fé, ao solicitar o apoio policial após a recusa da oficiala de Justiça.

AÇÃO SUPOSTAMENTE ILEGAL

“A atuação da Polícia Militar, órgão do Estado do Maranhão, na operação questionada é o cerne da imputação de responsabilidade. Ainda que a concessão de programas habitacionais ou benefícios eventuais, em condições ordinárias, recaia sobre a esfera municipal, a pretensão autoral aqui é de responsabilização por ato próprio e omissão no dever de fiscalização e de garantia de direitos humanos fundamentais”, observou o juiz Douglas Martins.

E continuou: “Assim, a alegação de que o Estado teria agido de forma ilegal, promovendo uma remoção forçada sem as devidas cautelas e sem garantia de direitos, é suficiente para, em sede de análise preliminar, configurar sua legitimidade para figurar no polo passivo da presente demanda (…) O exame da culpa ou da responsabilidade, se a atuação foi ou não ilegal e se gerou danos, é questão que se confunde com o mérito e com ele será analisada”.

CONFLITO FUNDIÁRIO URBANO

Para o magistrado, “a natureza da área, como bem público municipal, reforça o caráter de conflito fundiário coletivo urbano, e não de mero esbulho (perda total e injusta da posse de um bem) individual em propriedade privada, como tentaram descaracterizar os réus (…) A ocupação de áreas públicas para moradia, ainda que irregular, configura um problema social complexo que exige uma abordagem multifacetada e humanitária por parte do Poder Público, e não meramente repressiva”, pontuou.

O juiz esclareceu que a segunda questão, e talvez a mais crucial para a resolução do caso, refere-se à legalidade da operação policial realizada e se ela respeitou as diretrizes nacionais e estaduais para remoções coletivas. “Os réus sustentaram, reiteradamente, que não houve uma operação policial formal de reintegração de posse e que, ademais, não havia ocupação consolidada por 77 famílias no local. As provas, entretanto, desmentem tais afirmações de maneira contundente”, frisou.

Deverão os réus pagar, solidariamente, indenização por danos materiais decorrentes da destruição dos bens pessoais e das habitações das famílias, bem como pagar indenização por danos morais no valor de R$ 5.000,00 para cada núcleo familiar atingido, a ser revertido diretamente às famílias afetadas. Por fim, deverão pagar indenização pelo dano moral coletivo no valor de R$ 50.000,00, a ser revertido ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos, em razão da lesão à ordem jurídica e social decorrente da conduta ilícita.

A sentença condenatória está anexada, na íntegra, abaixo.

Latrocínio de servidor é solucionado; suspeito menor confessa execução

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Na última segunda-feira(6), a Polícia Civil do Maranhão deu como elucidado o caso de latrocínio que vitimou o servidor público Wilasmar Santana, ocorrido na última quarta-feira(1º) na cidade de Grajaú. A elucidação veio por meio de uma força-tarefa realizada pela Delegacia de Polícia de Grajaú, Delegacia Regional de Barra do Corda, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo(CTA) e a Guarda Municipal.

A ação policial teve início na manhã do dia 1º de abril de 2026, após acionamento da Polícia Civil, dando conta da localização de um veículo incendiado com possível corpo carbonizado em seu interior. Paralelamente, familiares da vítima compareceram à unidade policial informando o sequestro e subtração de bens.

De imediato, foram iniciadas diligências coordenadas pela Delegacia de Grajaú com acionamento da Perícia Oficial de Imperatriz, sendo enviados peritos do ICRIM e ILAB por meio do CTA. As equipes foram divididas em duas frentes: uma voltada à residência da vítima, para coleta de material genético e vestígios; e outra ao local do crime, para análise pericial do veículo e remoção do corpo.

Simultaneamente, foram realizadas as coletas de depoimentos, produção de elementos informativos e representação por medidas judiciais, incluindo quebras de sigilo telefônico e telemático, bem como acesso a dados de provedor de internet da vítima.

Com base em provas técnicas, imagens de câmeras de segurança e uso de sistemas investigativos modernos com apoio de inteligência artificial, foi possível reconstituir toda a dinâmica criminosa, identificando o principal suspeito e sua atuação no período compreendido entre os dias 31 de março e 1º de abril.

As investigações apontaram que a vítima foi morta mediante asfixia, seguido da subtração de bens e posterior ocultação de cadáver com a incineração do veículo.

Diante dos elementos colhidos, a Polícia Civil representou por medidas cautelares, sendo apreendido um menor de 16 anos apontado como executor do crime, o qual confessou a prática delituosa, indicando ainda a participação de um segundo indivíduo.

O menor relatou que o crime teria sido motivado por dívida no valor de R$ 7.000,00, detalhando a execução e ocultação do cadáver. O segundo envolvido, maior de idade, foi preso em flagrante por receptação de bens da vítima.

As investigações demonstraram que a participação do maior de idade se restringiu à incineração do veículo, não tendo conhecimento prévio da presença do corpo, motivo pelo qual responderá, a princípio, por receptação, dano qualificado mediante incêndio, podendo responder também por ocultação de cadáver e favorecimento pessoal.

O menor responderá por ato infracional análogo aos crimes de latrocínio consumado, ocultação de cadáver e dano qualificado por incêndio.

Agora, a Delegacia de Grajaú aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Oficial para finalização do procedimento, destacando que o caso encontra-se praticamente elucidado, com robusto conjunto probatório já reunido.

PF deflagra operação contra fraudes previdenciárias no Maranhão e Piauí

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A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta quarta-feira (08/04), a Operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário. A ação foi conduzida pela Polícia Federal no Maranhão, com a participação de órgãos ligados ao Ministério da Previdência Social e ao INSS.

Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão, além de prisões temporárias, nas cidades de São Luís, Barreirinhas, Tutóia e Parnaíba, no Piauí. Ao todo, 32 policiais federais participaram da operação, executando 8 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal no Maranhão.

A investigação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, realizada em julho de 2025, que identificou a atuação de um grupo criminoso formado por contadores. Esse grupo inseria vínculos empregatícios falsos no sistema utilizado para envio de informações à Previdência Social, com o objetivo de viabilizar a concessão indevida de benefícios.

Nesta nova fase, os investigadores focaram em intermediários responsáveis por atrair pessoas interessadas no esquema, além de advogados que atuariam para facilitar a liberação dos benefícios fraudulentos.

De acordo com estimativas da área de inteligência da Previdência, o prejuízo causado pela concessão de cerca de 50 benefícios já identificados chega a aproximadamente R$ 4,6 milhões. A economia potencial com a suspensão desses pagamentos, considerando a expectativa de vida calculada pelo IBGE, pode atingir valor semelhante.

Além das prisões e buscas, a Justiça também autorizou medidas como quebra de sigilos bancário e fiscal, bloqueio de valores e arresto de bens dos investigados, visando recuperar parte dos recursos desviados e interromper a continuidade das fraudes.