Revista Crescer aborda caso de jovem maranhense que entrou na menopausa aos 16 anos

Julia Micaelly Ribeiro Carvalho

A estudante Julia Micaelly Ribeiro Carvalho, 20 anos, de Pedreiras, Maranhão, tinha apenas 4 anos de idade quando percebeu que o seu corpo era diferente das meninas da sua idade. “Tinha um suor forte debaixo do braço, começou assim”, lembra, em entrevista exclusiva à CRESCER. Pouco depois, reparou que começaram a crescer pelos nas axilas e na região íntima.

Os pais também repararam as mudanças no corpo da filha, mas, por falta de informação, acabaram não buscando ajuda. “Os sintomas não passavam, na verdade, só pioravam. Comecei a usar desodorante muito cedo por conta disso”, lembra. O que eles não sabiam era que a filha estava entrando na puberdade precocemente.

Mesmo sendo pequena, Julia se lembra do incômodo de não ser igual às colegas. “Eu fazia natação na minha escola, então, eu via o quanto meu corpo era diferente do das outras meninas. Elas tinham um corpinho de criança, sem pelos. Eu sempre pensava: ‘Por que eu tenho e elas não?’ Eu era a única que não me trocava na frente das meninas por ter vergonha dos meus pelos e dos meus seios que já estavam se desenvolvendo. Eu ficava muito envergonhada do meu corpo ser diferente”, recorda.

Quando tinha 7 anos, uma das mães de uma colega conversou com a mãe de Julia, sugerindo que levasse a menina em um endocrinopediatra, médico que cuida dos hormônios das crianças. “A endócrino passou muitos exames, um de idade óssea, um ultrassom para ver a questão dos ovários e folículos… E olha só, eu estava a ponto de menstruar já com apenas 7 anos”, afirma. “A médica também falou que a minha idade óssea era de 12 anos, meu osso já tinha esticado bastante, o que não era bom”, acrescenta.

Corrida contra o tempo

A médica orientou que Julia começasse o tratamento para atrasar a puberdade precoce o mais rápido possível. “A gente foi atrás de conseguir a medicação pelo SUS. Foi uma corrida contra o tempo. Mas deu tudo certo por conta da urgência do meu caso, então foi tudo muito rápido e comecei o tratamento certinho com a medicação, que era por injeção”, diz.

Embora soubesse que era para o seu bem, nenhuma criança gosta de tomar injeção. Receber o medicamento era sofrido para Julia. “Eu fiquei arrasada, porque era injeção e doía muito. Eu tomava um dia e passava dois dias com o bumbum ainda dolorido. Era horrível. Toda vez, eu chorava e falava que não queria”, lamenta.

Julia precisou fazer o tratamento até os 11 anos, quando, finalmente, não precisou mais adiar a puberdade e pôde menstruar. “Foram anos dessa chateação. Meu pai ficava pelejando, era ele que aplicava, porque era enfermeiro. Toda vez, eu chorava e eu falava que não queria”, diz.

Menopausa cirúrgica

Aos 16 anos, Julia enfrentou outro desafio: entrou na menopausa precoce após retirar os ovários devido a um cisto hemorrágico. “Eu não tive sintomas. Geralmente, quando a mulher está com cisto no ovário, ela sente sintomas antes, principalmente esses que são hemorrágicos. A menstruação atrasa, ela sente dor na região pélvica, tem um sinal. Eu não tive nada. O cisto foi muito silencioso, não deu sinal nenhum, minha menstruação vinha todo mês, eu não sentia cólicas fortes… nada”, diz.

Ela nunca suspeitou do cisto até que, um dia, ele rompeu. “Foi muito agressivo. Quando rompeu, o ovário rompeu junto. Minha barriga estava lotada de sangue. Eu tive uma hemorragia interna muito intensa”, recorda. Julia foi levada ao hospital às pressas e passou por uma cirurgia de emergência. Quando o cirurgião a abriu, viu que o ovário direito também estava comprometido e teria que ser retirado. “Quando ele encostou no ovário, ele rompeu. O esquerdo rompeu dentro de mim e o direito na mão do cirurgião”, explica.

Segundo Julia, os médicos não descobriram por que o cisto se formou e como se desenvolveu tão rápido. “Depois que menstruei aos 11 anos, segui fazendo acompanhamentos com ultrassom até os 13 anos, para ver se estava tudo bem com os meus ovários e folículos e nunca teve nada. Foi questão de três anos para esse cisto se desenvolver e me destruir desse jeito”, ressalta.

Ela não foi diagnosticada com nenhuma outra condição que poderia estar associada ao cisto, como endometriose. Fizeram biópsia e também não era câncer. “Não teve um motivo claro por que ele apareceu, cresceu tanto de forma agressiva sem ninguém ver e se rompeu”, diz.

Sonho de ser mãe

Mesmo com os desafios da menopausa precoce, Julia continua com o sonho de ser mãe e engravidar — e já tem tudo planejado. “Minha mãe, que tinha 38 anos na época, recorreu ao tratamento para congelar os óvulos para doá-los para mim futuramente. Foi um ato lindo. Então, tem oito óvulos congelados me esperando. Todo ano a gente paga uma taxa de preservação”, destaca.

Quando se sentir pronta, pretende fazer uma fertilização in vitro (FIV) utilizando os óvulos doados pela mãe para engravidar. “Eu vou fazer a FIV porque eu ainda tenho o útero, então, eu ainda consigo gestar”, diz. Inicialmente, Julia confessa que teve um pouco de dificuldade em aceitar que não poderia utilizar os próprios óvulos. Mas, hoje não vê mais problema. “Vai ser meu filho do mesmo jeito. Eu não tenho mais relutância com esse assunto de forma nenhuma”, finaliza.

Farmácias passam a reter receita para venda de Ozempic a partir desta segunda-feira

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Entrou em vigor nesta segunda-feira (23) a nova regra da Anvisa que obriga farmácias e drogarias de todo o país a reterem a segunda via da receita médica na venda de medicamentos à base de análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro. A medida tem como objetivo restringir o uso indiscriminado desses medicamentos, que têm sido amplamente utilizados para emagrecimento, embora sejam indicados principalmente para o tratamento de diabetes tipo 2.

A nova regulamentação foi publicada em maio, por meio da Resolução RDC nº 811/2024, e estabelece que a receita médica deve conter duas vias, com validade máxima de 90 dias. Uma dessas vias será retida pela farmácia no momento da compra e a venda deverá ser registrada no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A decisão da Anvisa foi motivada por um aumento significativo no uso off-label (fora da indicação aprovada) dos medicamentos. Segundo dados da agência, 32% dos eventos adversos relatados estão ligados a esse tipo de uso, com 5,9% dos casos de pancreatite associados ao consumo de análogos de GLP-1.

Somente no ano passado, foram comercializadas no Brasil mais de 3 milhões de unidades de Ozempic, movimentando cerca de R$ 4 bilhões em faturamento, o que evidencia o uso massivo — muitas vezes sem indicação clínica.

Entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apoiaram a medida, ressaltando a importância do acompanhamento médico no uso dessas medicações.

A fabricante Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e pelo Wegovy, também declarou apoio à nova exigência da Anvisa, reconhecendo a necessidade de controle diante do uso inadequado.

Com a nova regra, o acesso ao medicamento deverá ser mais criterioso, priorizando pacientes com prescrição médica adequada e evitando a banalização de seu uso para fins estéticos.

Justiça obriga Maranhão e São Luís a garantir cirurgias cardíacas a usuários do SUS

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A Justiça condenou o Estado do Maranhão e o Município de São Luís a garantirem, no prazo de seis meses, a realização dos procedimentos cardíacos de que necessitam um usuário do SUS e outros que aguardam, em listas de espera apresentadas pelo Estado e Município de São Luís,  procedimentos cirúrgicos de plástica valvar e/ou troca valvar múltipla e outros que envolvam implante/troca valvar aórtica/revascularização

Caso não seja possível a realização das cirurgias na rede Pública de saúde, o Estado e o Município deverão arcar com os custos dos procedimentos na rede privada de saúde. A decisão, do juiz  Douglas de Melo Martins (Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha de São Luís) beneficia usuários do SUS que constam na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público.

Segundo informações do Ministério Público, o senhor J. F. B. está na fila de espera do Sistema Nacional de Regulação (SISREG), na posição de número 184, para realização de implante de válvula mitral desde janeiro de 2023, sem previsão para realização da cirurgia, sendo o seu caso considerado de “extrema gravidade e urgência”.

FILA INDIVIDUAL

A Secretaria Adjunta de Assistência à Saúde informou a lista atualizada referente aos procedimentos cirúrgicos de plástica valvar, troca valvar múltipla e revascularização, onde constam inúmeros pacientes que estão há mais de dois anos aguardando a realização desses procedimentos.

O Estado do Maranhão alegou que a realização de cirurgia cardíaca não é mais controlada ou gerenciada por fila única ou unificada, pois cada procedimento cirúrgico requer material específico e/ou grau diferente de complexidade” e que, por isso, adotou a fila individual para cada procedimento cirúrgico cardíaco, e ainda que a rotatividade da fila de espera é definida por critérios de classificação de risco e conforme a data da solicitação do procedimento.

O Município de São Luís informou “a atuação do Município de São Luís fica limitada ao agendamento de consultas e a marcação de exames, não possuindo qualquer ingerência no agendamento, tampouco na realização dos procedimentos cirúrgicos”, que ficam sob responsabilidade do Complexo Regulador do Município de São Luís, formado pela Central de Regulação de Consultas e Exames.

SISTEMA JURÍDICO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE

Conforme a fundamentação da sentença, a viabilidade dos pedidos do Ministério Público na ação decorre de todo um sistema jurídico de promoção da saúde, estabelecido na Constituição Federal, que constitui como fundamento da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana.

Nesse sentido, o Conselho Nacional de Justiça orientou os tribunais sobre as demandas de usuários do SUS por acesso a ações e serviços de saúde eletivos previstos nas políticas públicas, considerando “excessiva” a espera do paciente por tempo superior a 100 cem dias para consultas e exames, e de 180 dias para cirurgias e tratamentos.

Segundo o juiz Douglas Martins, no caso julgado, ficou evidente que “o direito à saúde de diversos pacientes está sendo violado, em razão da morosidade na realização dos procedimentos cardíacos de que necessitam os usuários do SUS que estão na fila de espera”.

Sobe para 100 número de mortes confirmadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave no MA

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O Maranhão já registrou 1.776 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 100 mortes confirmadas neste ano de 2025. O avanço das síndromes gripais tem lotado hospitais porque os vírus têm afetado, principalmente, idosos e crianças.

Entre os casos registrados no Estado, destacam-se os provocados pelos vírus da Influenza e da Covid-19. Somente a Influenza já contabiliza 227 casos. Existem quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D, sendo os tipos A e B os principais responsáveis por epidemias sazonais. O tipo A também é causador de grandes pandemias.

Um hospital de campanha foi instalado no estacionamento do Multicenter Sebrae, no bairro Cohafuma, em São Luís, para tentar enfrentar o aumento de casos. O local funciona como ponto de triagem para casos leves, com atendimento das 7h à meia-noite. Após avaliação, os pacientes podem receber medicação e acompanhamento médico. Aqueles com sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, têm à disposição suporte com aspirador portátil e balão de oxigênio.

Contexto: A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) abrange casos de síndrome gripal mais agressivos que comprometem a respiração e podem levar à internação por causarem febre, dores, dificuldade de respirar e tosses por um período mais prolongado. As causas podem ser vírus respiratórios, bactérias, fungos e outros agentes. Se não tratado ou em pacientes mais frágeis, como idosos, pode levar à morte.

Vacina contra a gripe

A vacina está disponível nas Policlínicas da Cidade Operária e do Vinhais, além das salas de vacinação dos hospitais estaduais Dr. Genésio Rêgo, Vila Luizão e Aquiles Lisboa. Também é possível se vacinar em postos e Unidades Básicas de Saúde municipais.

Para ampliar o acesso, a vacinação contra a Influenza foi estendida aos cinco terminais de integração de São Luís, funcionando das 7h às 19h. A duração das ações nesses locais será ajustada conforme a demanda.

Nos shoppings São Luís e da Ilha, a vacinação ocorre de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.

Brandão fortalece parceria com municípios para ampliar benefícios em saúde

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O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), seguiu, nesta quarta-feira (9), com as atividades do 2º Congresso Cuidar de Todos e do 2º Congresso de Saúde Coletiva do Maranhão e, ainda, com a 4ª Mostra Científica da Secretaria de Estado da Saúde. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, marcou presença no segundo dia do evento.

“Hoje estamos fazendo um seminário em três partes. Estamos dialogando sobre as ações do governo em parceria com os municípios, governo federal e a comunidade acadêmica. O foco é intensificarmos as ações de saúde e medicina preventiva, com isso salvando vidas. Saúde é um tema muito importante e a gente sabe que não se faz saúde de forma isolada e, sim, de forma coletiva”, pontuou o governador.

A programação, que ocorre até quinta-feira (10), no Multicenter Sebrae, em São Luís, conta com palestras, debates e inclui, também, apresentação de trabalhos acadêmicos e experiências exitosas desenvolvidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, falou sobre números positivos alcançados na área da saúde. “Cento e cinquenta e um municípios conseguiram reduzir essa mortalidade, seja no AVC ou no infarto. E esse é o compromisso do governador dentro da base municipalista da gente, que trabalha no fortalecimento da saúde pública, fazendo os municípios fortes para termos um estado forte”, concluiu o secretário.

O 2º Congresso Cuidar de Todos tem como tema “Municipalismo forte na gestão do SUS”, enquanto o 2º Congresso de Saúde Coletiva abordará “Saúde, democracia e justiça social: Construindo sistemas de saúde mais equitativos e participativos”.

Já a IV Mostra Científica da SES/MA complementa o evento fomentando o compartilhamento de estudos e experiências na área da saúde pública. Ao todo, foram 4.800 inscritos. Além disso, foram submetidos 932 trabalhos. Entre os quais estavam “Rede de cuidados: um SUS mais inclusivo para pessoas com deficiência e neurodiversidade”; “Gestão do trabalho no SUS”.

Ainda fizeram parte da lista os painéis intitulados de “Saúde materna e infantil: a Rede Alyne como estratégia para reduzir a mortalidade”; “Segurança do paciente: um direito, um compromisso de todos”; “Judicialização na Saúde”; “Saúde Digital no Maranhão: construindo um SUS mais digital e eficiente”, e “Gestão integradora no SUS: caminhos para a efetivação da integralidade e intersetorialidade”.

A diretora administrativa da Escola de Saúde Pública do Estado do Maranhão, Ana Lucia Nunes, falou sobre a importância do evento para a saúde no Maranhão.

“Esse é um evento cientifico da SES que une as atividades do cotidiano da saúde no Maranhão, com o SUS e a academia. Temos apresentações de trabalhos de estudantes, professores e trabalhadores do SUS, refletindo, assim, na qualidade do sistema de saúde do Maranhão”, contou Ana Lucia.

Entrega de equipamentos

Durante o evento, os 217 municípios maranhenses receberam mais 15.119 novos equipamentos para fortalecer o atendimento nas Unidades de Saúde da Família (USF) e nas Equipes de Saúde da Família (eSF).

Os equipamentos entregues foram balança infantil, aparelho de PA completo (obeso), caixa térmica, otoscópio, oftalmoscópio, trena, balança plataforma com estadiômetro adulto, régua antropométrica, termômetro clínico digital, antropômetro vertical portátil, glicosímetro, tiras teste para glicosímetro, escala Snellen, kit saúde bucal, detector Doppler de sonar fetal, aparelho de PA completo (adulto), lancetas para glicosímetro, foco de luz e oxímetro de dedo.

Três cidades maranhenses recebem novas ambulâncias para frota do Samu

Três cidades do Maranhão foram beneficiadas com a entrega de cinco novas ambulâncias para renovar a frota do Samu 192, em uma ação que beneficiou 179 municípios de 15 estados brasileiros.O investimento de R$ 74,5 milhões, proveniente do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), possibilitou a aquisição dos veículos. As cidades de Balsas, Dom Pedro e Grajaú receberam, respectivamente, duas, uma e duas novas ambulâncias.

Após cumprimentar os ‘samuzeiros’ – profissionais que trabalham nas unidades móveis – presentes à cerimônia, a ministra destacou todo o trabalho feito pela pasta no fortalecimento do atendimento de emergência. “Já entregamos 524 unidades do Samu em 2024 e a renovação da frota é um compromisso do nosso governo. Nossa meta é o Samu estar disponível para 100% dos brasileiros”, destacou Nísia. “No momento, são 187 milhões de pessoas cobertas pelo Samu e seguiremos trabalhando para expandir esse número”.

“Vivemos uma época em que não houve renovação de frota, com ambulâncias com até 6 anos de uso rodando. E elas foram muito importantes na época da covid-19. As novas ambulâncias representam segurança para os profissionais e para o transporte dos pacientes”, disse a secretária de Saúde do Ceará, Tania Mara Coelho, representando o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Brandão anuncia ampliação da equipe da Casa Ninar e melhorias na saúde infantil

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Em postagem no Instagram, o governador Carlos Brandão anunciou a ampliação da equipe de profissionais da Casa de Apoio Ninar, uma instituição que oferece suporte a crianças com necessidades especiais. A ampliação visa melhorar o atendimento e a qualidade dos serviços prestados.

Além da ampliação da equipe, a Casa de Apoio Ninar receberá 15 novas cadeiras de rodas, o que facilitará o desenvolvimento das atividades com os pacientes e oferecerá maior conforto e mobilidade às crianças atendidas.

Brandão também destacou a prioridade para agilizar as cirurgias ortopédicas para crianças com microcefalia que estão na fila de espera. A ação visa reduzir o tempo de espera e garantir que os procedimentos necessários sejam realizados com urgência e eficiência.

Outro ponto mencionado foi o reforço nos cuidados com o espaço da Casa de Apoio Ninar, com a renovação dos utensílios da Cozinha Amiga, uma área essencial para a alimentação e bem-estar das crianças.

SES afirma que Maranhão não está em risco de propagação da varíola dos macacos

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão tranquilizou a população ao afirmar que a varíola dos macacos está sob controle, com apenas um caso registrado em todo o ano de 2024. Esta declaração vem em um momento de crescente preocupação global após o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma nova variante do vírus.

O alerta da OMS se refere a uma variante do vírus da varíola dos macacos (MPXV) que ainda não foi detectada no Brasil. O vírus é atualmente classificado em dois grandes tipos: o clado 1, que é mais grave e mortal, e o clado 2, com menor letalidade. O Brasil não registrou casos do subclado 1b, responsável pelo recente surto em algumas regiões da África Central e Oriental.

O Maranhão, que registrou seu primeiro caso de varíola dos macacos em São Luís em 10 de agosto de 2022, tem monitorado a doença desde então. Em 2022, o estado contabilizou mais de 20 casos confirmados em cidades como São José de Ribamar, Santa Inês, Paço do Lumiar, Timon, Imperatriz e Pindaré Mirim. Um dos casos resultou em óbito, mas a letalidade e a taxa de transmissão da doença têm se mantido extremamente baixas.

Até o momento, 2024 tem visto apenas um caso confirmado, com 25 casos suspeitos em investigação em cidades como São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Timon. Os sintomas iniciais da doença incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, inchaço dos gânglios linfáticos, calafrios e exaustão. Após a febre, uma erupção cutânea geralmente aparece no rosto e se espalha para outras partes do corpo.

A SES orienta os moradores da Grande Ilha que apresentem sintomas semelhantes a procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, no Hospital Carlos Macieira ou no Hospital da Ilha. No interior do estado, a assistência pode ser buscada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos seis hospitais macrorregionais.

Broncopneumonia: entenda o que é doença que matou Silvio Santos

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O apresentador Silvio Santos morreu aos 93 anos neste sábado (17) em São Paulo. Segundo o boletim médico do hospital Albert Einstein, ele morreu em decorrência de uma broncopneumonia após infecção por Influenza (H1N1).

Silvio chegou a ser internado em julho, quando foi diagnosticado com a doença e teve alta dias depois para a recuperação em casa. No início deste mês, no entanto, ele voltou a ser internado. O quadro evoluiu para uma broncopneumonia.

➡️ A broncopneumonia é um tipo de pneumonia que causa inflamação nos alvéolos, estruturas dos nossos pulmões responsáveis pela troca de oxigênio com o sangue. Já a pneumonia é causada por microorganismos (vírus, bactérias ou fungos) ou a inalação de substâncias que comprometam as estruturas pulmonares.

Confira abaixo como é transmitida, os fatores de risco e os tratamentos de uma pneumonia:

🧪 Tipos de pneumonia

  • Viral: causada por vírus. A gripe (vírus influenza) e o resfriado comum (rinovírus) são as causas mais comuns de pneumonia viral em adultos. A broncopneumonia de Silvio Santos foi, justamente, causada pelo vírus da influenza (H1N1) como informou o Albert Einstein. O vírus sincicial respiratório (VSR) é a causa mais comum de pneumonia viral em crianças pequenas. Muitos outros vírus podem causar pneumonia, incluindo SARS-CoV-2, o vírus que causa o Covid-19.
  • Bacteriana: é causada por vários tipos de bactérias, mas, principalmente, pelo pneumococo.
  • Fúngica: mais comum em pessoas com problemas crônicos de saúde ou sistema imunológico enfraquecido e em pessoas que inalaram grande quantidade de fungo. Os fungos que causam a doença podem ser encontrados no solo ou em fezes de pássaros, como pombos.

Já a broncopneumonia é um tipo de pneumonia que causa inflamação nos alvéolos, estruturas dos nossos pulmões responsáveis pela troca de oxigênio com o sangue.

O médico José Pereira Rodrigues, pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica, contudo, que tanto quadros de pneumonia no geral, como aqueles específicos de broncopneumonia são tratados da mesma forma, e não possuem grande diferenças em relação aos sintomas.

🤧 Transmissão

Segundo o Ministério da Saúde, a pneumonia pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções ou, na época do inverno, devido a mudanças bruscas de temperatura.

Essas mudanças comprometem o funcionamento dos pelos do nariz responsáveis pela filtragem do ar aspirado, o que acarreta uma maior exposição aos microorganismos causadores da doença.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), a pneumonia pode afetar pessoas de todas as idades. No entanto, duas faixas etárias correm maior risco de desenvolver pneumonia e ter um quadro mais grave.

  • Bebês e crianças de 2 anos ou menos correm maior risco porque seus sistemas imunológicos ainda estão se desenvolvendo. Esse risco é maior para bebês prematuros.
  • Adultos mais velhos, com 65 anos ou mais, também têm maior risco porque os sistemas imunológicos geralmente enfraquecem à medida que as pessoas envelhecem. Os mais velhos também são mais propensos a ter outras condições de saúde crônicas (de longo prazo) que aumentam o risco de pneumonia.

Ciclo de transmissão

Rodrigues diz que o período de transmissão da doença dura geralmente 7 dias, mas sobre o risco de contagio, a médica Margareth Dalcolmo explica que, à medida que o tratamento começa (entenda como funciona mais abaixo), esses ciclos de transmissão tendem a ser mais curtos.

“O período de contágio é menor, mas, evidentemente, um ambiente de avião […] é um ambiente fechado, onde qualquer possibilidade de transmissão de doença viral de transmissão respiratório é muito maior”, diz.

🚬 Fatores de risco

Em um cenário que considera TODOS os tipos de pneumonia, são fatores de risco:

  • fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
  • álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
  • resfriados mal cuidados;
  • mudanças bruscas de temperatura.

🤒 Principais sintomas da pneumonia

  • falta de ar;
  • cansaço;
  • dor no tórax;
  • febre alta;
  • tosse.

🩺 Diagnóstico

Exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax são recursos essenciais para o diagnóstico das pneumonias.

💊 Tratamento

O tratamento depende do tipo de pneumonia. Se for bacteriana, o paciente irá tomar antibiótico. Já na viral, o tratamento inclui apenas medicamentos para aliviar sintomas, como febre e dor.

Se diagnosticada e tratada de forma adequada, dificilmente o paciente terá um agravamento do quadro. Se não tratada, a pneumonia pode evoluir para um quadro mais grave, causando até a morte.

G1

OMS lança diretrizes inéditas para tratamento contra o tabagismo

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta terça-feira (2) um conjunto de intervenções contra o tabagismo, incluindo apoio comportamental a ser oferecido por profissionais de saúde, intervenções digitais e tratamentos farmacológicos. Esta é a primeira vez que a entidade apresenta diretrizes para o tratamento contra o tabagismo

A proposta, segundo a OMS, é ajudar mais de 750 milhões de usuários de tabaco que desejam abandonar o consumo de diversos derivados do tabaco, incluindo os tradicionais cigarros, narguilés, produtos de tabaco sem combustão, charutos, tabaco de enrolar e produtos de tabaco aquecido (HTP).

“Essas diretrizes representam um marco crucial na nossa batalha global contra esses produtos perigosos”, avaliou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A estimativa da entidade é que mais de 60% dos 1,25 bilhões de usuários de tabaco em todo o mundo – mais de 750 milhões de pessoas – desejam parar de fumar, mas 70% não têm acesso a serviços eficazes.

Recomendações

De acordo com a OMS, a combinação de farmacoterapia com intervenções comportamentais aumenta significativamente as taxas de sucesso no abandono do tabagismo. “Países são incentivados a fornecer esses tratamentos sem custos ou com custos reduzidos para melhorar a acessibilidade, especialmente em nações de baixa e média renda”.

Dentre as diretrizes, a entidade recomenda o uso de vareniclina, medicamento que tem a função de diminuir o desejo intenso de fumar, além de aliviar crises de abstinência (sintomas mentais e físicos que ocorrem após a interrupção ou diminuição do consumo da nicotina).

Outra recomendação é a terapia de reposição de nicotina (TRN), que pode ser feita, segundo critério clínico, utilizando goma de mascar de nicotina, pastilha de nicotina ou adesivo transdérmico de nicotina.

As diretrizes incluem ainda medicamentos como bupropiona ou cloridrato de bupropiona (antidepressivo) e citisina (fármaco à base de plantas) no tratamento contra o tabagismo.

A OMS também recomenda intervenções comportamentais, incluindo aconselhamento breve com profissionais de saúde, com tempo médio de 30 segundos a três minutos, oferecido como rotina em ambientes de cuidados em saúde, além de apoio comportamental mais intensivo por meio de aconselhamento individual, em grupo ou por telefone.

Dentre as intervenções digitais sugeridas pela entidade estão mensagens de texto, aplicativos para smartphone e programas de internet a serem utilizados como “complementos ou ferramentas de autogestão”.