“Eu não ia sair dali viva”, relata doméstica grávida sobre agressão da patroa no MA

A trabalhadora doméstica Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos, quebrou o silêncio sobre os momentos de pânico que viveu no último dia 17 de abril. Grávida de seis meses, a jovem detalhou o episódio de violência em entrevista ao Fantástico, deste domingo (11), relatando ter sido alvo de sessões de agressão física e psicológica após ser acusada de furtar um anel de sua empregadora, a empresária Carolina dos Anjos.

O caso, que levanta discussões sobre direitos humanos e a vulnerabilidade de trabalhadoras domésticas, expõe a gravidade do tratamento despendido à jovem. “Eu não ia sair dali viva”, afirmou Samara ao descrever o ambiente de pressão e as ameaças que sofreu para que confessasse o paradeiro da joia, objeto que ela nega ter pego.

Segundo o depoimento da vítima, a desconfiança da patroa rapidamente escalou para a violência física. Samara relatou ter sofrido socos, murros e empurrões. Mesmo em estado avançado de gestação, a jovem não foi poupada. Ela conta que teve seus pertences revirados e foi levada ao quarto onde dormia, local que se tornou palco de novos interrogatórios e agressões.

O cenário de horror descrito por Samara tornou-se ainda mais grave com a chegada de um homem à residência. Identificado posteriormente como um policial militar, ele teria participado ativamente das agressões e das tentativas de coerção. A presença de um agente de segurança pública como agressor intensificou o sentimento de desamparo da vítima.

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