Suspeito de integrar o Comando Vermelho é preso em Imperatriz

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Na manhã desta quarta-feira(17), em Imperatriz, um trabalho da Polícia Civil do Maranhão, em apoio à Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (FICCO/PA), resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e de prisão preventiva contra um homem de 27 anos, suspeito pela prática do crime de integrar uma organização criminosa com atuação no Estado do Pará.

De acordo com a 10ª Delegacia Regional de Imperatriz, a expedição dos respectivos mandados judiciais foram realizados em caráter de urgência. O alvo é apontado por investigações como sendo membro do Comando Vermelho.

Após trocas de informações entre as Polícias Civil dos dois Estados, os agentes de segurança da Delegacia Regional e da DHPP de Imperatriz, conseguiram localizar e prender o criminoso no bairro Mercadinho, em Imperatriz.

O preso será encaminhado a uma unidade prisional da região, onde deve aguardar à disposição do Poder Judiciário.

Megaoperação deixou 119 mortos, diz governo do RJ

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A megaoperação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelas forças de segurança do estado em uma coletiva no início da tarde desta quarta-feira (29).

Os números finais, apresentados na coletiva, são os seguintes:

  • 119 mortos – 58 no dia da operação e outros 61 corpos encontrados na mata
  • 113 presos, sendo 33 de outros estados
  • 10 menores apreendidos
  • 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver
  • 14 artefatos explosivos
  • Toneladas de drogas ainda sendo contabilizadas

“Ação legítima”

Segundo Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a megaoperação foi uma “ação legítima” das forças de segurança.

“Foi o maior baque que o Comando Vermelho já tomou, desde a sua fundação. Nunca houve perda tão grande de drogas, armas e lideranças. Hoje em dia todo mundo é vítima, tudo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser filho do usuário”, disse o secretário.

Comando Vermelho ameaça matar ‘caguetas’ com cartazes espalhados em Coroatá

PMMA recolhendo os cartazes em Coroatá

A Polícia Militar conduziu uma operação para recolher cartas intimidatórias que foram afixadas em postes e muros nos bairros Novo Areal, Maçaranduba e Mocó. Essas mensagens, supostamente assinadas por membros do Comando Vermelho (CV), ameaçam de morte aqueles que fornecem informações sobre a facção à polícia, bem como indivíduos envolvidos em roubos nos bairros da cidade.

A presença dessas cartas espalhadas pela cidade causou preocupação e medo entre os moradores que se sentem inseguros com as intimidações.

Comunicado do CV

Em resposta à situação, o Comando do 24º Batalhão da Polícia Militar de Coroatá tranquilizou a população, enfatizando que não há motivo para pânico. Em comunicado, a Polícia Militar reforçou a importância de continuar denunciando atividades suspeitas e criminosas, garantindo que todas as denúncias sejam tratadas de forma anônima e com total sigilo.

STF mantém punição a líder do Comando Vermelho por agressão em presídio

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve decisão que puniu Márcio Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, líder do Comando Vermelho, por participar de um espancamento na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR).

O fato ocorreu em setembro de 2018. De acordo com o processo administrativo disciplinar, Marcinho VP e outros detentos agrediram um preso durante o banho de sol. A vítima foi socorrida desacordada, e os agressores foram punidos com a perda de um terço dos dias que poderiam ser usados para reduzir a pena.

A defesa de Marcinho recorreu em todas as instâncias da Justiça até o caso chegar ao Supremo no Habeas Corpus (HC) 240906.

Ao analisar o pedido, o ministro Gilmar Mendes considerou que a decisão que puniu Marcinho VP está devidamente fundamentada e que foram garantidos o contraditório e a ampla defesa durante o processo disciplinar. “A penalidade foi aplicada e homologada a partir de provas idôneas constantes dos autos, respeitadas as garantias do paciente”, concluiu.

Leia a íntegra da decisão.