Um advogado é investigado pela Polícia Civil do Maranhão por suspeita de ter cobrado até quatro vezes os mesmos honorários advocatícios pagos pelo Estado.

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O profissional, que não teve o nome divulgado, foi alvo de uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (3), em Teresina, no Piauí.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de São Domingos do Maranhão, o advogado havia sido designado para atuar gratuitamente em processos judiciais.
Após decisões da Justiça determinarem o pagamento de honorários pelo Estado do Maranhão, ele teria utilizado os mesmos documentos para apresentar novas cobranças.
A apuração identificou situações em que um mesmo valor teria sido solicitado duas, três e até quatro vezes. Conforme a Polícia Civil, os pagamentos já realizados teriam provocado um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 29 mil aos cofres públicos.
Além dos casos em que os valores já haviam sido pagos, os investigadores encontraram outros processos com cobranças ainda pendentes. Segundo a polícia, caso esses pedidos também fossem pagos, o prejuízo poderia alcançar cerca de R$ 240 mil.
CELULARES E COMPUTADORES SÃO APREENDIDOS
A operação foi deflagrada por volta das 6h15, na residência do advogado, em Teresina.
Durante o cumprimento da medida, os policiais apreenderam celulares, tablets e notebooks.
Os equipamentos serão submetidos a análise para identificar possíveis outras cobranças semelhantes e verificar a extensão da suposta prática.
A investigação busca também estabelecer o valor total que pode ter sido movimentado por meio das cobranças questionadas.
POLÍCIA APURA POSSÍVEL FRAUDE
A ação foi realizada pela Delegacia de São Domingos do Maranhão, com apoio da 13ª Delegacia Regional de Presidente Dutra e da Diretoria de Operações Policiais (DEOP) da Polícia Civil do Piauí.
O advogado é investigado pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. Até o momento, a polícia ainda apura se existem outros casos semelhantes envolvendo o profissional no Piauí.
A análise dos dispositivos eletrônicos deverá fornecer novos elementos à investigação e indicar se houve outras cobranças realizadas com base nos mesmos documentos judiciais.
As diligências continuam, e o caso deverá ser encaminhado à Justiça após a conclusão da investigação.
O Informante
















