O Ministério Público do Maranhão fez a entrega, na última sexta-feira, 24, na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, em Balsas, de dois veículos que serão utilizados para fortalecer as ações de segurança pública no município. A entrega foi realizada pelo titular da 4ª Promotoria de Justiça de Balsas, Tiago Carvalho Rohrr.
Os automóveis foram apreendidos por serem vinculados a práticas criminosas e cedidos à Polícia Militar após pedido formulado pelo MPMA e autorizado pelo Poder Judiciário. A L200 Triton vai ser utilizada pela Força Tática e a SW4 vai reforçar as ações do Esquadrão Águia. A plotagem e adequação das viaturas foram custeadas com recursos oriundos de acordos de não persecução penal (ANPP).
CENTRO TÁTICO AÉREO (CTA)
Na mesma data, o promotor de justiça Tiago Rohrr se reuniu com o prefeito de Loreto, Germano Coelho, nas instalações da futura sede do Centro Tático Aéreo (CTA) de Balsas.
O representante do MPMA solicitou ao gestor municipal a doação de 30 mil bloquetes para a pavimentação da base e do entorno do CTA. Segundo o promotor de justiça, o prefeito se comprometeu a atender à solicitação.
Reunião foi realizada na futura sede do CTA
O Ministério Público tem colaborado com a construção ao destinar recursos oriundos de ANPP homologados pelo Poder Judiciário.
A megaoperação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelas forças de segurança do estado em uma coletiva no início da tarde desta quarta-feira (29).
Os números finais, apresentados na coletiva, são os seguintes:
119 mortos – 58 no dia da operação e outros 61 corpos encontrados na mata
113 presos, sendo 33 de outros estados
10 menores apreendidos
118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver
14 artefatos explosivos
Toneladas de drogas ainda sendo contabilizadas
“Ação legítima”
Segundo Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a megaoperação foi uma “ação legítima” das forças de segurança.
“Foi o maior baque que o Comando Vermelho já tomou, desde a sua fundação. Nunca houve perda tão grande de drogas, armas e lideranças. Hoje em dia todo mundo é vítima, tudo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser filho do usuário”, disse o secretário.
Um homem de 26 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Maranhão pelo crime de tráfico ilícito de armas de fogo e acessórios ou munição na cidade de Timon, na região leste do estado. A prisão realizada nesta terça-feira(28), teve como base uma denúncia dando conta de que o homem havia postado um vídeo em rede social portando um revólver.
Foto Reprodução
Com avanço das investigações Divisão de Inteligência e Captura(DICAP) da 18ª Delegacia Regional de Timon, os policiais descobriram que o alvo investigado também seria o responsável em fabricar armas caseiras do tipo calça-bala, que possivelmente estavam sendo utilizadas em roubos ocorridos em Timon.
De posse de um mandado de busca e apreensão, os investigadores estiveram em uma residência situada no bairro Parque Alvorada, onde conseguiram flagrar o homem produzindo armas em série no interior do imóvel.
Na oportunidade foi apreendida uma vasta quantidade de componentes de armas de fogo suficientes para produzir cerca de 30 armas do tipo calça-bala de calibre .38.
O preso e todo material foram apresentados na a Central de Flagrantes de Timon para serem tomadas as medidas cabíveis. O indivíduo preso já possui passagens por crime de roubo e por dívida de pensão alimentícia.
De acordo com a Delegacia Regional de Timon, em menos de um mês, essa é a se segunda fábrica de armas de fogo desmontada na cidade de Timon.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29/10), a Operação Dupla Face, com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em face de um indivíduo que mantinha duas identidades distintas e ativas junto ao INSS, recebendo benefícios simultâneos de aposentadoria por idade e por invalidez, hipótese de estelionato majorado contra a Previdência Social .
A investigação revelou a existência de documentos conflitantes e registros duplicados, o que levou à suspeita de fraude sistemática e possível utilização do beneficiário como intermediário em um esquema mais amplo de fraude previdenciária.
O cumprimento da medida teve como objetivo reunir provas e aprofundar as investigações sobre a prática criminosa, prosseguindo-se com o intuito de identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) participou, na manhã desta quarta-feira (29/10), da Operação Libertas, uma ação nacional deflagrada simultaneamente em 11 estados para combater o tráfico de animais silvestres. No Maranhão, a operação foi focada em cinco alvos na capital, São Luís, resultando no resgate de 51 aves mantidas ilegalmente em cativeiro.
As ações no estado ocorreram em residências nos bairros Vila Embratel, Areinha, Bairro de Fátima, Turu e Pão de Açúcar. Entre os 51 animais resgatados no Maranhão, estão 19 aves da espécie “Bigode”, 11 Canários exóticos, 5 Trinca-ferros, 4 Papa-capins, 3 Canários-da-terra, 2 Tizis, 2 Curiós, 2 Pipiras, 1 Xexéu, 1 Furiel e 1 Papagaio.
Os animais resgatados foram encaminhados aos centros de reabilitação competentes, onde recebem cuidados veterinários. O objetivo é que, sempre que possível, os animais sejam devolvidos à natureza.
Atuaram pelo MPMA na Operação os promotores de justiça do Meio Ambiente Cláudio Rabelo e Luís Fernando Barreto.
Contexto Nacional
A Operação Libertas é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A ação contou com a participação de Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização.
Além do Maranhão, a operação ocorreu em Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.
Em âmbito nacional, a operação investiga, além do tráfico de fauna, crimes associados como receptação, falsificação de documentos e sinais públicos, maus-tratos e organização criminosa.
“A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, destacou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas.
Animais de várias espécies foram resgatados
Animais de várias espécies foram resgatados
Animais de várias espécies foram resgatados
Balanço geral – Operação Libertas 2025:
– 11 estados: Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia.
– 84 alvos deflagrados
– 18 pessoas presas, sendo 11 em flagrante – entre traficantes, receptadores e transportadores;
– 755 animais silvestres resgatados, a maior parte aves, além de répteis.
– Bens apreendidos: 37 aparelhos celulares, 4 armas de fogo, 1.230 munições, 1 veículo, 20 gaiolas, 7 armadilhas, 3 transportadores e documentos falsos.
– Outros crimes associados: receptação, falsificação de sinal ou documento público, organização criminosa, maus tratos, porte ilegal de armas, dentre outros.
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) manifestou profundo pesar pelo falecimento de dois policiais civis do Rio de Janeiro — Marcus Vinicius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral — e dos policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, mortos nesta terça-feira (28) durante uma operação de combate ao crime organizado.
Em nota assinada pelo delegado-geral, Manoel Almeida Neto, a PC-MA expressou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda das vítimas, destacando o compromisso, a coragem e a dedicação com que os agentes atuaram em defesa da sociedade.
A instituição ressaltou o momento de dor vivido pelas corporações policiais diante da perda de profissionais que tombaram no exercício do dever, reafirmando respeito e reconhecimento ao trabalho desempenhado pelas forças de segurança do Rio de Janeiro.
Em sessão presidida pela juíza Karen Borges, o Poder Judiciário de São Bento realizou no último dia 24 de outubro o julgamento de Nilton César Pinheiro Soares. Ele estava sendo acusado de ter matado Edilson Sousa Amaral, Brendo Martins Cunha, Luzenilde Almeida Barros, e de ter tentado contra a vida de Edney de Jesus Martins Araújo, Nildiane Mikelle Silva Câmara e Ana Leide Rodrigues. Ao final da sessão, o réu foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença e recebeu a pena definitiva de 36 anos e três meses de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
De acordo com informações da denúncia, no dia 12 de junho de 2022 estava acontecendo uma festa localizada no povoado São Pedro, localidade da zona rural de São Bento, quando por volta das 21h, Nilton César, teria entrado no local armado e, aparentemente sem motivos, efetuado disparos contra Edilson Sousa Amaral, Brendo Martins Cunha e Wemerson Costa Freitas. Ato contínuo, a vítima Brendo Martins, após atingida pelos disparos, caiu no chão, enquanto Edilson Sousa, mesmo ferido, conseguiu correr e foi perseguido pelo agressor, que efetuou mais disparos que vitimaram também outras pessoas no local.
De acordo com depoimentos de uma testemunha, mesmo após as agressões feitas contras as vítimas e demais pessoas que estavam no local, Nilton César percebeu que Edilson ainda estava vivo. O denunciado, então, armou-se novamente e retornou ao local, efetuando dois disparos à queima-roupa. Conforme o inquérito policial, além das vítimas citadas, foram também lesionados Nildiane Mikelle Silva Câmara, Ana Leide Rodrigues, Luzenilde Almeida Barros, Edney de Jesus Martins Araújo. Este último, em razão dos disparos que atingiram sua medula espinhal, ficou paraplégico e Luzenilde, em razão da gravidade dos ferimentos, morreu uma semana após os fatos.
CAPTURADO EM PORTO BELO (SC)
O Ministério Público pontuou que as vítimas Nildiane, Ana Leide e Wemerson não perderam suas vidas, apesar de terem sido atingidas em suas costas, braço e perna, o que demonstra que o acusado não se preocupou com as pessoas que estavam próximas. Por fim, foi constatado que o denunciado, após o cometimento dos delitos, fugiu em uma motocicleta. Em depoimento, testemunhas identificaram Nilton César como sendo o autor dos disparos. A prisão preventiva do acusado foi deferida pela Justiça, sendo efetivada, dois anos depois, mais precisamente em maio de 2024, na cidade de Porto Belo, em Santa Catarina.
“Indefiro o direito de apelar em liberdade, uma vez presentes os requisitos ensejadores da prisão do acusado, pois a prática delituosa foi praticada com violência e em meio a uma festa, atingido outras pessoas que estavam no local, devendo-se portanto, ser preservada a ordem pública, bem como a aplicação da lei penal, haja vista o acusado ter tentado evadir-se do local do crime”, finalizou a juíza na sentença
Um homem foi preso na tarde de terça-feira (28) suspeito de envolvimento no desaparecimento dos adolescentes Welison Ferreira, de 15 anos, e Victor Bruno, de 16, em Timon. A detenção foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.
Os garotos estão desaparecidos desde o dia 20 de outubro. Assim que o caso chegou ao conhecimento da DHPP, a equipe iniciou as investigações e conseguiu identificar e prender o suspeito, que foi autuado por sequestro e cárcere privado.
De acordo com as apurações, o homem teria participado do sequestro dos adolescentes, que estavam na casa das namoradas — duas irmãs — antes de desaparecerem. Após sair do local, os jovens teriam sido levados para um destino ainda desconhecido. O investigado também é suspeito de ter se desfeito das bicicletas usadas pelas vítimas.
A polícia informou que o preso já havia sido alvo de investigações em 2024, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão contra uma organização criminosa.
A DHPP segue realizando diligências para esclarecer completamente o caso e localizar os dois adolescentes.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta terça-feira (28), a loja Gardeni Móveis e um cinema na Avenida Castelo Branco, uma das principais vias de Santa Inês, no interior do Maranhão.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), o fogo teria começado na loja de móveis, mas as causas ainda estão sendo investigadas.
Equipes do CBMMA foram acionadas rapidamente e trabalharam por várias horas para conter as chamas, evitando que o incêndio se espalhasse para estabelecimentos vizinhos. Apesar do grande prejuízo material, não houve registro de feridos.
O local foi isolado para a realização de perícia técnica, que deverá apontar as origens do incêndio e avaliar as condições de segurança da edificação.
Moradores e comerciantes da região relataram momentos de tensão, mas destacaram a rapidez da resposta dos bombeiros, que impediram que o fogo se tornasse ainda mais destrutivo.
O Tribunal do Júri da Comarca de Maracaçumé condenou, no dia 23 de outubro, o policial militar Manoel Alves Farias à pena de 21 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática de homicídio qualificado.
Consta dos autos que, no dia 22 de dezembro de 2011, por volta das 17h, o acusado matou Marcos Sousa Maciel, com seis tiros.
A vítima, desarmada, não teve chance de reação. A arma utilizada era de uso restrito. Após o crime, o policial evadiu-se do local e depois apresentou-se à Delegacia de Polícia de Zé Doca. A acusação sustentou a configuração de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, tese acolhida pelos jurados.
A sessão do Tribunal do Júri foi realizada no Fórum de Maracaçumé e presidida pelo juiz Bruno Chaves de Oliveira. Defendeu a tese do Ministério Público o promotor de justiça Igor Adriano Trinta Marques. Atuou na defesa do acusado o defensor público Gabriel Azevedo Junqueira, auxiliado por um advogado.
Foi determinado que o cumprimento da pena se dê no presídio localizado nas dependências do Comando-Geral da Polícia Militar do Maranhão, em São Luís. O mandado de prisão foi expedido imediatamente após o encerramento da sessão plenária.