Deputado Federal Júnior Lourenço é alvo de Operação do Gaeco

O Deputado Federal Júnior Lourenço (PL) é alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, na última sexta-feira,18, o MP ofereceu denúncia contra o parlamentar, por meio da operação “Laços de família”.

A denúncia aponta que o Deputado, que já foi prefeito da cidade de Miranda do Norte no período de 2009 a 2016, teria usado recursos públicos para quitar contas pessoais junto ao TCU.

As investigações iniciaram a partir de uma denuncia no Tribunal de Contas da União (TCU), contra Carlos Eduardo Fonseca Belfort, conhecido como Negão, ex-prefeito de Miranda do Norte no período de 2017 a 2020; que também é acusado de usar dos mesmos artifícios para desviar dinheiro público.

O Ministério Público do Maranhão requer que seja autuada a denúncia e proferida sentença condenatória aos investigados, pelos crimes de fraude em procedimento licitatório, peculato e organização criminosa, com perda de cargo ou mandado eletivo, além de pagamento do valor de R$ 22.061.477,53 como forma de reparação dos danos ao erário.

O esquema criminoso que começou em 2009 ainda no mandato de Júnior Lourenço, era feito por meio de empresas de fachada, que participavam de licitações fraudulentas. As empresas não tinham capacidade técnica e nem recursos financeiros para cumprirem com os contratos firmados.

As investigações apontam a existência de três núcleos de agentes classificados com base na atuação de cada um: político, composto pelos ex-gestores Carlos Eduardo Fonseca Belfort e Júnior Lourenço; empresarial, comandado por Tiago Val Quintan Pinto Frazão, que está presente no município de Miranda do Norte desde a gestão de Júnior Lourenço; e administrativo, formado pelos secretários municipais Antônio da Conceição Sanches, Alysson Rogério Mesquita de Oliveira – atualmente vice-prefeito do município – e Adson Mendonça Mendes, além de outros servidores da prefeitura de Miranda do Norte, inclusive membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL).

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