Diretor do Detran pode estar com os dias contados dentro do órgão

O atual diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito, Francisco Nagib está prestes a ser exonerado. Com acusação de Nepotismo e da possível utilização do órgão para empregar pessoas aliadas, o Ministério Público do Trabalho pediu a suspensão da licitação no valor de R$ 13 milhões para contratação de mão de obra a serem nomeados no Detran.

Ao chegar no órgão, Francisco Nagib teria através da BR Terceirização e Serviços Eireli nomeado um de seus parentes, Milton Nagib Alves de Sousa Buzar.

A imprensa teve acesso a um documento, mostrando que Milton Buzar foi nomeado para o cargo de Analista/Diretoria Operacional mas que não desenvolve a função periodicamente.

O documento mostra ainda que, a empresa BR Terceirização está operando no Detran desde 2016, realizando assim um total de 10 aditivos de modificação da vigência do contrato. O contrato foi cancelado por motivo de uma Ação Civil Pública proposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região da 2ª Vara do Trabalho de São Luís.

Na semana passada, o deputado Wellington do Curso (PSDB) denunciou a licitação no valor de R$ 13 milhões para a contratação da mão de obra especializada para trabalhar nas dependências do Detran. O que possivelmente teria a BR Terceirização como vencedora. Sobre o caso, o deputado Wellington informou que levará todas as informações ao Ministério Público para que apure a responsabilidade do governador Flávio Dino e, assim, garantir a nomeação dos aprovados no último concurso do Detran.

Com uma gestão desastrosa em Codó, quando era prefeito. Francisco Nagib possui um passado obscuro como gestor. Investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Maranhão, Nagib enfrentava diversos problemas com a justiça. Recentemente, as atenções voltaram contra sua pessoa, após uma operação da Polícia Federal que foi realizada na empresa de sua família, FC Oliveira. Há relatos que o contrato para fornecimento de álcool em gel para prefeitura de São Luís, teria tido envolvimento direto do Nabig nas negociações. Este contrato teria motivado a operação da PF na empresa FC Oliveira.

Nos bastidores dizem que a exoneração de Francisco Nagib já é dada como certa. Só resta a data para isso acontecer.

Do blog Folha do Maranhão

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