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A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do pastor David Gonçalves Silva, investigado por suspeita de comandar um esquema de punições físicas e psicológicas contra fiéis em uma igreja no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada no último sábado (18).
O pastor foi preso na sexta-feira (17), durante a operação “Falso Profeta”, conduzida pela Polícia Civil do Maranhão. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), ele será encaminhado a uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação.
As apurações estão sendo conduzidas pela delegacia de Paço do Lumiar, que continua colhendo depoimentos de vítimas e testemunhas. Segundo a polícia, o inquérito ainda está em andamento e novas informações devem ser divulgadas apenas em momento oportuno, para não comprometer o processo investigativo.
O líder religioso é suspeito de utilizar a igreja Shekinah House Church como espaço para aplicação de castigos físicos e psicológicos contra frequentadores. Ele é investigado por crimes como estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Sidney Oliveira, a investigação teve início há cerca de dois anos, após denúncias feitas por ex-integrantes da igreja. Até o momento, entre cinco e seis vítimas já foram identificadas, inclusive em outros estados, como Pará e Ceará.
Relatos colhidos durante a investigação apontam para a existência de um sistema estruturado de controle dentro da instituição, com aplicação de punições físicas e psicológicas como forma de coerção. Entre as práticas denunciadas estão agressões, isolamento e privação de alimentação, utilizadas para impor disciplina e submissão aos fiéis.
Segundo a Polícia Civil, o grupo chegava a reunir entre 100 e 150 pessoas, muitas delas em situação de vulnerabilidade social. As investigações também indicam que as punições eram usadas como mecanismo de pressão para a prática de outros abusos.
A defesa do pastor informou, por meio de nota, que não irá se manifestar neste momento, alegando que ainda não teve acesso completo aos autos do processo.
O caso segue sob investigação, com a continuidade da coleta de provas e depoimentos que irão subsidiar as próximas etapas do processo judicial.
