Máfia da papa-blitz: falsos motoristas de apps lucram com bêbados ao volante

Foto Reprodução

Os pontos de bloqueios e as blitze montadas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para flagrar condutores que teimam em dirigir embriagados se tornaram uma mina de ouro para uma máfia muito bem estruturada.

O grupo, formado por falsos motoristas de aplicativo, extorque os donos de veículos autuados e cobra altas cifras ao se oferecer para dirigir o carro e evitar que ele seja levado para o depósito do Departamento de Trânsito (Detran-DF).

A coluna ouviu policiais militares da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTRan) da corporação que presenciaram como funciona o esquema. Segundo os militares, existe um comércio ilegal ao redor das ações da Lei Seca. Neste “oferecimento”, sob o olhar da guarnição, é realizado uma extorsão velada do condutor com a cobrança de preços abusivos para a retirada do veículo.

O negócio imoral acontece com frequência, pois caso o autuado apresente um condutor habilitado, o carro é liberado e deixa de ser conduzido para o depósito do Detran. “São cobrados valores como R$ 300, R$ 400,00 e até R$ 700. Eu já presenciei essa ação e ela ocorre de acordo com o modelo do veículo. Esses valores são cobrados dos motoristas para retirar o carro do bloqueio onde normalmente eles levam até 1 quilômetro à frente e, de lá, entregam o carro para que o condutor possa voltar a dirigir”, explicou um dos PMs que preferiu não se identificar.

Metropóles

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