Prefeito de Cantanhede agride morador a pauladas e é defendido como “bom moço” pela FAMEM

Após um vídeo onde o prefeito de Cantanhede, José  Martinho, aparece  agredindo a pauladas um morador da cidade, a Federação dos Municipios do Estado do Maranhão emitiu uma nota imoral, defendendo o agressor.

Na nota, a FAMEM diz ser solidária ao prefeito, que foi exposto de forma injusta pela mídia. Tanto o prefeito quanto a Federação alegam que o vídeo foi editado em favor do morador, ou seja, querem inverter os papéis, de vítima o agredido passa a ser vilão. Os fatos existem e não há argumentos contra isso.

Nada justifica a fúria do prefeito, que por ser uma figura pública e eleito pelo povo deveria defender a população e manter a postura que o cargo exige.  A violência não é justificada em nenhuma hipótese, ainda mais quando envolve representantes do poder público que deveriam ser exemplo para sociedade.

Veja a nota da FAMEM

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão – FAMEM – vem prestar apoio e solidariedade ao prefeito do município de Cantanhede, José Martinho, que tem sido exposto como se tivesse agredido um cidadão em um vídeo no qual aparece apenas um trecho do litígio ocorrido no último sábado (17), editado para favorecer a tese de que o prefeito seria o agressor.

Após analisar todos os registros do caso, a diretoria da FAMEM identificou que claramente o senhor que diz ser dono de um terreno onde a prefeitura abriu uma via para facilitar o acesso dos moradores do Bairro Cajuí ameaçou a equipe da gestão municipal, afirmando que iria pegar uma arma de fogo em seu veículo para utilizar contra os agentes públicos. Nos vídeos ficam claras as falas do cidadão: “Vou pegar meu revólver” e “dar logo um tiro nele”.

O motorista do prefeito, que já recebido uma agressão física, tentou impedir que o agressor chegasse até o veículo e cumprisse a ameaça.

Como todos os envolvidos estavam com os ânimos exacerbados, é importante frisar que o prefeito José Martinho não estava ali brigando por causa particular, mas para que uma área pública não fosse indevidamente privatizada. Ou seja, o prefeito estava discutindo para beneficiar a população de Cantanhede com a Rua aberta pela prefeitura e fechada pelo cidadão que alegou ser parte de seu terreno, impedindo que os munícipes pudessem trafegar pelo local.

Vários moradores antigos do bairro confirmam que o terreno estava abandonado há muitos anos e, de repente, este cidadão apareceu dizendo ser dono do local.

Esperamos que a opinião pública entenda que, embora tenha se exaltado – e já pediu desculpas públicas pelo fato – o prefeito José Martinho o fez diante de uma gravíssima ameaça.

Seguimos acompanhando o caso e esperando o melhor desfecho para a população de Cantanhede, que espera ter o acesso a esta via pública.

FAMEM

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