
Deputado estadual Yglésio Moyses
O deputado estadual Yglésio Moyses (PSB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para denunciar um caso de supostos abusos sexuais e pedofilia envolvendo o advogado Edmundo Luz, conhecido no meio jurídico por sua atuação na advocacia sindical e como enxadrista amador em São Luís.
Durante o discurso, o parlamentar relatou ter recebido relatos e imagens que indicariam a prática de estupro de vulnerável e armazenamento de material com conteúdo sexual envolvendo menores de idade. Segundo Yglésio, o caso mais grave seria o de uma jovem de 21 anos que afirma ter sido abusada pelo próprio pai biológico, o advogado denunciado.
“Um pai não deve, em hipótese alguma, manter relações sexuais com sua filha. Isso é inaceitável moral e socialmente”, declarou o deputado, ao pedir que o caso seja tratado com urgência pelos órgãos competentes. Ele afirmou que encaminhará todos os materiais que recebeu à Polícia Civil, ao Ministério Público e à Procuradoria-Geral de Justiça, cobrando uma apuração rigorosa dos fatos.
O parlamentar também relatou que as denúncias incluem fotos de adolescentes em situações vexatórias e registros em motéis, além de mensagens que indicariam aliciamento de meninas do interior do Estado. “Estamos diante de um degenerado moral. O Estado não pode se omitir”, afirmou.
Yglésio revelou ainda ter conversado pessoalmente com a jovem que acusa o advogado e descreveu o seu estado de saúde emocional como grave, mencionando histórico de automutilação e tentativas de suicídio. Ele defendeu que a vítima receba proteção e acompanhamento psicológico, bem como o direito a uma pensão emergencial para custear o tratamento psiquiátrico.
O deputado apelou à Polícia Federal para que também acompanhe o caso, diante da possibilidade de existência de uma rede de compartilhamento de material ilegal.
“Peço, pelo amor de Deus, que a polícia e o Ministério Público ajam. Esse homem precisa ser retirado das ruas. Chega de meninas sendo estupradas e tendo seus futuros destruídos”, concluiu Yglésio, visivelmente abalado.
A denúncia será formalmente encaminhada à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e à Delegacia da Mulher, com pedido de prioridade na investigação.

