Suspeito de matar policial em Cantanhede morre em confronto com a PM

Um homem acusado de assassinar o sargento Reginaldo Costa, da Polícia Militar, foi morto durante uma operação do Comando de Operações e Serviços de Repressão (Cosar), em Cantanhede, Maranhão.

Segundo a PM, o suspeito reagiu à abordagem e houve troca de tiros. Durante a ação, dois comparsas foram presos e uma arma de fogo foi apreendida.

O caso ocorreu após o crime que vitimou o sargento na madrugada deste domingo (24). O policial participava de uma festa no povoado Ingá quando iniciou uma discussão com o suspeito. A briga evoluiu para luta corporal, e o homem conseguiu tomar a arma do militar, efetuando cerca de 12 disparos. O policial morreu no local.

De acordo com a PM, o suspeito era ligado a uma facção criminosa e tinha alto grau de periculosidade. As investigações continuam para apurar a participação de outros envolvidos, inclusive de um policial militar suspeito de ligação com o grupo criminoso.

Acusado de mandar matar suposto amante da esposa é condenado em Cantanhede

Foto Reprodução

Em júri realizado nesta segunda-feira, dia 14, na Comarca de Cantanhede, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu Loriano Ribeiro da Fonseca. Ele estava sendo julgado sob acusação de ter mandado matar a vítima João Batista Soares, fato ocorrido em 14 de junho de 2017. Sobre o crime, Loriano teria, junto com mais duas pessoas, planejado o assassinato de João Batista, na localidade Centro do Altino, na zona rural de Matões do Norte. A sessão de julgamento ocorreu na Câmara de Vereadores de Cantanhede e teve a presidência da juíza Bruna Fernanda Oliveira.

De acordo com informações constantes na denúncia, Loriano e sua companheira teriam contratado uma terceira pessoa, Clemilton das Chagas, para executar a vítima, bem como ocultar o cadáver. O denunciado teria descoberto o relacionamento extraconjugal da vítima com sua então companheira, razão pela qual teria encomendado a morte de João Batista. Em interrogatório à polícia, Loriano, apesar de ter negado a autoria do crime no primeiro momento, confessou posteriormente ter encomendado e planejado a morte de João.

Ele declarou que já estava percebendo que a vítima e sua companheira estavam tendo um caso. A companheira de Loriano teria negado qualquer tipo de envolvimento amoroso com a vítima, contudo, mencionou que João Batista estava assediando ela. Diante de toda a situação, o denunciado teria entrado em contato com Clemilton, já falecido, para praticar o assassinato, afirmando que a companheira sabia de tudo. No dia dos fatos, o denunciado saiu para trabalhar junto com a mulher, enquanto Clemilton permaneceu escondido na residência do casal à espera da vítima.

CORPO EM UM SACO

Na data citada, próximo ao horário do almoço, Loriano teria recebido uma ligação de Clemilton, informando que “o serviço estava feito”. Em interrogatório, também prestado em sede policial, a mulher confirmou ter tido relações com a vítima, fato que chegou ao conhecimento de seu companheiro. Ato contínuo, o réu e o executor teriam colocado o corpo de João Batista em um saco e arrastaram puxando o corpo da vítima a cavalo, com o objetivo de esconder o cadáver.

Ressalta-se que as testemunhas ouvidas pela polícia fundamentaram os interrogatórios dos denunciados, visto que mencionaram ter visto a vítima passando em direção ao local do crime e ouviram o tiro disparado. Mencionaram, ainda, os boatos acerca da relação amorosa entre a vítima João Batista e a companheira de Loriano. Ao final da sessão de julgamento, Loriano recebeu a pena de 14 anos e três meses de prisão. Ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

“Concedo ao réu o direito de recorrer em liberdade, haja vista ausência de pedido em sentido contrário. E, ademais, pela condenação ter sido a período menor do que 15 anos, conforme julgado do Supremo Tribunal Federal em tema de repercussão geral 1068”, finalizou a juíza na sentença.

Polícia Civil do Maranhão elucida feminicídio ocorrido em Cantanhede

Preso em Cantanhede por feminicídio

A Polícia Civil do Maranhão prendeu um indivíduo apontado como o principal suspeito de um feminicídio ocorrido no último mês, no município de Cantanhede. O indivíduo preso era companheiro da vítima. O inquérito que levou à prisão preventiva dele, efetuada nessa última quarta-feira, 31, foi concluído em menos de 30 dias do crime.

O homem foi preso na mesma cidade onde o fato ocorreu. No dia do crime, 6 de julho, ele não foi localizado pelos policiais. Testemunhas foram ouvidas para que a polícia chegasse até o suposto autor e pedisse a prisão dele. Elementos periciais também corroboraram para que ele fosse indiciado.

A vítima foi assassinada com um disparo de arma de fogo na altura do peito que, conforme as provas produzidas, foi efetuado após uma discussão conjugal.

Concluímos que o crime foi motivado por ciúmes. No dia anterior ao fato, circulou um vídeo nas redes sociais em que a vítima estava acompanhada de outro homem. Coincidentemente, no dia seguinte, ela foi atingida por um disparo de arma de fogo”, contou o titular da Delegacia de Cantanhede, delegado George Nascimento, que conduziu as investigações.

O suspeito foi encaminhado para o sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça. A conclusão do inquérito em curto intervalo de tempo é uma demonstração de que a Polícia Civil do Maranhão está empenhada na elucidação deste tipo de crime.