EUA oficializam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

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Os Estados Unidos oficializaram nesta sexta-feira (5) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi publicada no Federal Register, o diário oficial do governo norte-americano, e amplia o cerco financeiro e jurídico contra as duas maiores facções criminosas do Brasil.

A decisão foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou existir “base factual suficiente” para enquadrar os grupos na categoria de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). Segundo o documento, PCC e CV representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia americana.

Além da nova classificação, as facções já haviam sido incluídas, em maio, na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). Com isso, passam a ser alvo de um conjunto mais amplo de sanções, incluindo congelamento de ativos, bloqueio de transações financeiras e restrições à entrada de integrantes em território norte-americano.

A designação como organização terrorista também transforma em crime federal, nos Estados Unidos, qualquer forma de apoio material aos grupos. Instituições financeiras americanas ficam obrigadas a comunicar às autoridades eventuais recursos vinculados às facções.

O governo dos EUA sustenta que PCC e Comando Vermelho possuem atuação internacional e ligação com atividades ligadas ao narcotráfico. Recentemente, autoridades americanas afirmaram que as organizações mantêm presença em diversos estados do país.

Apesar do impacto da medida no sistema jurídico norte-americano, a decisão não produz efeitos automáticos no Brasil. Para que a classificação tenha validade em território brasileiro, seria necessária a adoção de instrumentos legais específicos, como legislação própria, tratado internacional ou resolução vinculante da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com a publicação oficial, PCC e Comando Vermelho passam a integrar a lista de mais de 90 organizações consideradas terroristas pelos Estados Unidos, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda e Estado Islâmico.

Suspeito de integrar o Comando Vermelho é preso em Imperatriz

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Na manhã desta quarta-feira(17), em Imperatriz, um trabalho da Polícia Civil do Maranhão, em apoio à Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (FICCO/PA), resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e de prisão preventiva contra um homem de 27 anos, suspeito pela prática do crime de integrar uma organização criminosa com atuação no Estado do Pará.

De acordo com a 10ª Delegacia Regional de Imperatriz, a expedição dos respectivos mandados judiciais foram realizados em caráter de urgência. O alvo é apontado por investigações como sendo membro do Comando Vermelho.

Após trocas de informações entre as Polícias Civil dos dois Estados, os agentes de segurança da Delegacia Regional e da DHPP de Imperatriz, conseguiram localizar e prender o criminoso no bairro Mercadinho, em Imperatriz.

O preso será encaminhado a uma unidade prisional da região, onde deve aguardar à disposição do Poder Judiciário.

Megaoperação deixou 119 mortos, diz governo do RJ

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A megaoperação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelas forças de segurança do estado em uma coletiva no início da tarde desta quarta-feira (29).

Os números finais, apresentados na coletiva, são os seguintes:

  • 119 mortos – 58 no dia da operação e outros 61 corpos encontrados na mata
  • 113 presos, sendo 33 de outros estados
  • 10 menores apreendidos
  • 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver
  • 14 artefatos explosivos
  • Toneladas de drogas ainda sendo contabilizadas

“Ação legítima”

Segundo Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a megaoperação foi uma “ação legítima” das forças de segurança.

“Foi o maior baque que o Comando Vermelho já tomou, desde a sua fundação. Nunca houve perda tão grande de drogas, armas e lideranças. Hoje em dia todo mundo é vítima, tudo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser filho do usuário”, disse o secretário.

Comando Vermelho ameaça matar ‘caguetas’ com cartazes espalhados em Coroatá

PMMA recolhendo os cartazes em Coroatá

A Polícia Militar conduziu uma operação para recolher cartas intimidatórias que foram afixadas em postes e muros nos bairros Novo Areal, Maçaranduba e Mocó. Essas mensagens, supostamente assinadas por membros do Comando Vermelho (CV), ameaçam de morte aqueles que fornecem informações sobre a facção à polícia, bem como indivíduos envolvidos em roubos nos bairros da cidade.

A presença dessas cartas espalhadas pela cidade causou preocupação e medo entre os moradores que se sentem inseguros com as intimidações.

Comunicado do CV

Em resposta à situação, o Comando do 24º Batalhão da Polícia Militar de Coroatá tranquilizou a população, enfatizando que não há motivo para pânico. Em comunicado, a Polícia Militar reforçou a importância de continuar denunciando atividades suspeitas e criminosas, garantindo que todas as denúncias sejam tratadas de forma anônima e com total sigilo.

STF mantém punição a líder do Comando Vermelho por agressão em presídio

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve decisão que puniu Márcio Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, líder do Comando Vermelho, por participar de um espancamento na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR).

O fato ocorreu em setembro de 2018. De acordo com o processo administrativo disciplinar, Marcinho VP e outros detentos agrediram um preso durante o banho de sol. A vítima foi socorrida desacordada, e os agressores foram punidos com a perda de um terço dos dias que poderiam ser usados para reduzir a pena.

A defesa de Marcinho recorreu em todas as instâncias da Justiça até o caso chegar ao Supremo no Habeas Corpus (HC) 240906.

Ao analisar o pedido, o ministro Gilmar Mendes considerou que a decisão que puniu Marcinho VP está devidamente fundamentada e que foram garantidos o contraditório e a ampla defesa durante o processo disciplinar. “A penalidade foi aplicada e homologada a partir de provas idôneas constantes dos autos, respeitadas as garantias do paciente”, concluiu.

Leia a íntegra da decisão.