Morte de PM por colega de farda teria sido motivada por assédio à esposa da vítima

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A morte do policial militar Maykon da Silva, ocorrida durante a festa de Réveillon na Avenida Litorânea, em São Luís, ganhou contornos ainda mais graves: o autor dos disparos também seria policial militar, e o motivo do crime pode ter sido um assédio à esposa da vítima.

Segundo informações apuradas pelo portal O Informante, o soldado Patrick Rhayan Machado Assunção, recém-formado na Polícia Militar do Maranhão, é apontado como o responsável pelos tiros que mataram Maykon. Patrick, inclusive, deveria estar de serviço na data, mas não teria se apresentado ao Comando, optando por participar das festividades de fim de ano.

Relatos preliminares indicam que, durante a confraternização, Patrick teria assediado a esposa de Maykon, com investidas e contato físico, atitude considerada desrespeitosa. A situação teria sido presenciada pelo policial, que estava de folga e acompanhava a virada do ano com a família.

Diante da conduta, Maykon teria repreendido o colega, o que deu início a uma discussão. Em meio ao desentendimento, Patrick teria sacado uma arma de fogo e efetuado disparos, atingindo o policial, que morreu ainda no local.

Juiz levanta sigilo da ação contra prefeito do MA que matou PM

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O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras, determinou na última quinta-feira (7) o fim do sigilo na ação penal que investiga a morte do policial Geidson Thiago da Silva. Ao mesmo tempo, o magistrado suspendeu o andamento do processo até que seja cumprida a carta precatória para a citação de João Vitor, acusado no caso.

No despacho, o juiz destacou que não há motivo legal para manter os autos sob sigilo e, por isso, liberou o acesso ao processo. A suspensão da ação tem como objetivo garantir a citação formal de João Vitor para que ele possa apresentar sua defesa por escrito, conforme previsto no rito do júri.

João Vitor foi denunciado formalmente pelo homicídio após a conclusão do inquérito. A denúncia foi aceita pela Justiça em 31 de agosto, após pedido feito em 23 do mesmo mês. As investigações indicam que os disparos que atingiram a vítima ocorreram pelas costas durante uma vaquejada em Trizidela do Vale.

Próximos passos do processo

Após a citação, João Vitor terá dez dias para apresentar sua defesa escrita. Em seguida, o Ministério Público poderá oferecer uma réplica. Na fase de instrução, serão ouvidas testemunhas, peritos e o próprio acusado. Ao final, o juiz decidirá se pronuncia o acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri, se desclassifica o crime, se absolve sumariamente ou se impronúncia.

Caso haja pronúncia, o caso será julgado pelo Tribunal do Júri, composto por sete jurados sorteados.

Prefeito que matou PM passa por exame no IML e é encaminhado à Central de Custódia

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  O prefeito de Igarapé Grande, João Victor Xavier (PDT), acusado de assassinar o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, foi submetido a exame de corpo de delito na manhã desta terça-feira (15), no Instituto Médico Legal (IML), em São Luís. Após o procedimento, o gestor foi encaminhado à Central de Custódia da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), onde aguardará a audiência de custódia. A depender da decisão judicial, ele poderá ser transferido para uma unidade prisional do estado.

João Victor se apresentou espontaneamente na sede da Delegacia Geral de Polícia Civil, após ter a prisão preventiva decretada pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras. A decisão, expedida na segunda-feira (14), fundamentou-se na necessidade de garantir a ordem pública, com base no artigo 312 do Código de Processo Penal.

O crime que motivou a prisão ocorreu na noite de 6 de julho, durante a 35ª Vaquejada do Parque Maratá, no município de Trizidela do Vale. De acordo com as investigações, o prefeito teria atirado contra o policial após uma discussão, causando a morte de Geidson Thiago no local.

A Justiça também autorizou mandados de busca e apreensão na residência do prefeito e no gabinete da Prefeitura de Igarapé Grande, com o objetivo de reunir elementos que possam esclarecer os fatos.

Justiça decreta prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande por morte de PM em vaquejada

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O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, titular da 2ª Vara de Pedreiras, determinou na manhã desta segunda-feira (14) a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT). Ele é acusado de assassinar o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos a tiros durante a 35ª Vaquejada do Parque Maratá, ocorrida no dia 6 de julho, em Trizidela do Vale.

A ordem de prisão foi emitida uma semana após o crime, com base no pedido formulado pelo delegado Márcio Coutinho, responsável pelas investigações. Como o acusado possui foro por prerrogativa de função, o pedido foi protocolado diretamente no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Inicialmente, o processo foi encaminhado ao Órgão Especial, mas posteriormente redistribuído para uma das Câmaras Criminais Isoladas, por determinação do desembargador Jorge Rachid, em conformidade com o regimento interno da Corte.

No dia seguinte ao ocorrido, o prefeito se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e alegou legítima defesa, afirmando que o policial estaria armado e o teria ameaçado. A versão, no entanto, foi contestada por testemunhas e pelo tenente-coronel Claudiomiro Aguiar, comandante do 19º BPM. Segundo ele, o PM foi baleado pelas costas e não portava arma no momento da abordagem.

João Vitor também chegou a solicitar afastamento do cargo por 125 dias, alegando abalo psicológico e necessidade de acompanhamento psiquiátrico. Apesar do afastamento, ele continua recebendo o salário integralmente.