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A capital maranhense amanheceu nesta segunda-feira (17) sem ônibus circulando, marcando a primeira greve geral do transporte coletivo urbano em 2025. A paralisação foi deflagrada após rodoviários e empresários não chegarem a um acordo durante audiência de conciliação realizada na última sexta-feira (14) no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA).
O encontro, conduzido pelo desembargador Luiz Cosmo, contou com a presença de representantes do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, do sindicato patronal, da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Durante a sessão, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) alegou não ter condições financeiras para atender às demandas da categoria e não apresentou uma contraproposta concreta.
Os rodoviários reivindicam reajuste salarial, aumento no ticket alimentação, plano de saúde e melhorias nas condições de trabalho. A categoria já havia encaminhado uma proposta de Convenção Coletiva para 2025 em novembro do ano passado, sem retorno positivo. Em janeiro, as negociações se intensificaram, com audiências de mediação no Ministério Público do Trabalho e nova tentativa de conciliação no TRT-MA, mas sem sucesso.
Apesar da decisão judicial da última quarta-feira (12), que determinou a circulação de 80% da frota, o percentual não está sendo cumprido, o que pode resultar em multa de R$ 100 mil por dia para o sindicato dos rodoviários. Enquanto isso, a população enfrenta dificuldades para se deslocar, sem perspectiva de solução imediata para o impasse.
