Papa Francisco volta ao Vaticano, mas permanece fora da vista dos fiéis

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Depois de passar quase 40 dias internado para tratar uma pneumonia bilateral, o papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, e retornou ao Vaticano no domingo (23). Esta foi sua primeira aparição pública desde 14 de fevereiro.

Apesar da melhora, o pontífice de 87 anos ainda precisará de mais dois meses de repouso para garantir sua recuperação completa. Com isso, sua participação em eventos públicos permanecerá limitada nas próximas semanas.

Francisco voltou para a Casa Santa Marta, residência oficial dentro do Vaticano onde vive desde sua eleição, em 2013. Entre seus compromissos futuros, está um encontro com o rei Charles III, agendado para 8 de abril, e a celebração da Páscoa no dia 20 de abril. No entanto, ainda não há confirmação se o papa conseguirá cumprir essas atividades.

A saúde do pontífice tem sido motivo de preocupação nos últimos anos, com internações frequentes e dificuldades respiratórias. Mesmo assim, ele tem mantido sua rotina de trabalho e manifestações públicas sempre que possível.

Papa Francisco tem noite tranquila, mas quadro continua crítico, informa Vaticano

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O Vaticano divulgou na manhã desta quarta-feira, 26, um novo boletim médico sobre a saúde do Papa Francisco, confirmando que ele teve uma noite tranquila e segue descansando. Apesar disso, seu estado continua crítico, embora estável.

Na noite de terça-feira, 25, o Pontífice passou por uma tomografia computadorizada programada para monitorar a evolução da pneumonia bilateral que enfrenta desde sua internação no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, no dia 14 de fevereiro. Segundo o comunicado, Francisco não apresentou episódios respiratórios agudos, e seus parâmetros hemodinâmicos seguem estáveis.

Ainda de acordo com a Santa Sé, o Papa recebeu a Eucaristia na manhã de ontem e retomou algumas de suas atividades, mesmo com o prognóstico considerado reservado.

O que é pneumonia bilateral?

A pneumonia bilateral é uma infecção pulmonar que afeta ambos os pulmões, causando inflamação e acúmulo de líquido nos alvéolos, dificultando a respiração. Pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos e, em pacientes idosos ou com a saúde fragilizada, como é o caso do Papa Francisco, pode representar um risco significativo. O tratamento geralmente envolve antibióticos, suporte respiratório e monitoramento rigoroso.