EUA oficializam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

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Os Estados Unidos oficializaram nesta sexta-feira (5) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi publicada no Federal Register, o diário oficial do governo norte-americano, e amplia o cerco financeiro e jurídico contra as duas maiores facções criminosas do Brasil.

A decisão foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou existir “base factual suficiente” para enquadrar os grupos na categoria de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). Segundo o documento, PCC e CV representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia americana.

Além da nova classificação, as facções já haviam sido incluídas, em maio, na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). Com isso, passam a ser alvo de um conjunto mais amplo de sanções, incluindo congelamento de ativos, bloqueio de transações financeiras e restrições à entrada de integrantes em território norte-americano.

A designação como organização terrorista também transforma em crime federal, nos Estados Unidos, qualquer forma de apoio material aos grupos. Instituições financeiras americanas ficam obrigadas a comunicar às autoridades eventuais recursos vinculados às facções.

O governo dos EUA sustenta que PCC e Comando Vermelho possuem atuação internacional e ligação com atividades ligadas ao narcotráfico. Recentemente, autoridades americanas afirmaram que as organizações mantêm presença em diversos estados do país.

Apesar do impacto da medida no sistema jurídico norte-americano, a decisão não produz efeitos automáticos no Brasil. Para que a classificação tenha validade em território brasileiro, seria necessária a adoção de instrumentos legais específicos, como legislação própria, tratado internacional ou resolução vinculante da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com a publicação oficial, PCC e Comando Vermelho passam a integrar a lista de mais de 90 organizações consideradas terroristas pelos Estados Unidos, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda e Estado Islâmico.

‘Tubarões-cocaína’ podem estar fazendo banquetes com drogas jogadas no mar por traficantes

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Milhares de tubarões na costa da Flórida podem ter ingerido grandes quantidades de cocaína deixadas na água por traficantes de drogas que tentavam levar seu produto para os EUA. O biólogo marinho Tom Hird está investigando o fenômeno, que é tema de um documentário que estreará no Discovery Channel chamado “Cocaine Sharks” (Tubarões-cocaína, em tradução livre).

“A história mais profunda aqui é a maneira como os produtos químicos, fármacos e drogas ilícitas estão entrando em nossas águas – em nossos oceanos – e que efeito eles poderiam ter nesses delicados ecossistemas oceânicos”, disse Hird, conhecido como “The Blowfish”, à revista Live Science.

Grandes tijolos de cocaína vindos da América do Sul e Central têm ido para as praias da Flórida por décadas. Os blocos enormes costumam ser jogados no mar e recolhidos por traficantes de drogas em barcos.

Hird decidiu ouvir pescadores, que têm contado histórias de tubarões viciados em drogas após consumir o material. Durante um mergulho, eles encontraram um tubarão-martelo se comportando de maneira estranha.

Em um experimento, Hird e a cientista ambiental da Universidade da Flórida, Tracy Fanara, criaram embalagens semelhantes em tamanho e aparência a fardos de cocaína reais. Eles observaram tubarões indo direto para os fardos e mordendo-os. Um tubarão pegou um fardo e nadou com ele, disseram eles.

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