Maranhão se torna epicentro da guerra entre facções na Amazônia Legal, aponta relatório

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O Maranhão voltou a acender um alerta no mapa da segurança pública da Amazônia Legal. O relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025 revela que o estado está entre os mais pressionados pela expansão de facções criminosas, que hoje se espalham por dezenas de municípios e disputam territórios estratégicos.

A radiografia mostra a presença simultânea de grupos nacionais e organizações surgidas no próprio estado. Atuando em frentes distintas — e muitas vezes concorrentes — estão o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC), o maranhense Bonde dos 40 (B40), o Primeiro Comando de Manchester (PCM) e o Amigos dos Amigos (ADA), aliado do B40 em algumas regiões, como Itapecuru-Mirim.

Um dos achados mais preocupantes do documento é a chamada “sobreposição faccionada”: municípios onde duas, três e até quatro facções operam ao mesmo tempo. O cenário mais crítico é o de Itapecuru-Mirim, que reúne CV, PCC, B40 e ADA disputando áreas urbanas e rotas de circulação.

Ao contrário do padrão observado em outros estados da Amazônia Legal, no Maranhão o fenômeno não se concentra apenas nas grandes cidades. A expansão avança para zonas rurais ou localidades pequenas, com pouca presença do Estado, como Matinha, Morros, Palmeirândia, Santa Rita e Pedro do Rosário. Segundo os pesquisadores, isso evidencia uma estratégia de interiorização: facções buscam municípios com fragilidade institucional para instalar bases, captar novos integrantes e controlar fluxos logísticos.

Conflitos regionalizados

O estudo também identifica uma geografia própria da violência no estado:

  • Baixada Maranhense: CV e B40 travam disputas diretas.
  • Leste do Maranhão: a rivalidade dominante é entre B40 e PCC.
  • Sul do estado: o PCC exerce maior influência, embora ainda haja pontos de confronto com o CV.

A combinação desses fatores coloca diversas cidades em ciclos contínuos de ameaças, execuções, confrontos armados e imposição de regras sobre a população local.

Municípios sob influência faccionada

A lista aponta mais de 50 municípios maranhenses inseridos na Amazônia Legal com atuação confirmada de facções, desde capitais regionais como Imperatriz, Bacabal e Pinheiro até pequenos centros rurais.

A relação inclui cidades de classificação urbana (como São Luís, Santa Inês e Buriticupu), intermediária (Viana, Pindaré-Mirim e Pio XII) e rural (como Anajatuba, Palmeirândia e Vitorino Freire). Em todos eles, há presença declarada de CV, PCC, B40, PCM ou combinações entre eles.

A multiplicidade de grupos, a interiorização acelerada e a disputa regionalizada reforçam o diagnóstico dos pesquisadores: o Maranhão se tornou um dos territórios mais complexos e explosivos da Amazônia Legal no que diz respeito ao faccionamento criminoso.

TJMA entrega registro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses nesta sexta (10)

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O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e a Assembleia Legislativa do Estado realizam a entrega do Registro Imobiliário do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, nesta sexta-feira (10/10), às 10h30, no Plenário Nagib Haickel, na Assembleia Legislativa.

A iniciativa – abertura de matrícula em nome da União Federal – representa um marco histórico, cultural e institucional, resultado de esforços coordenados entre diversos órgãos públicos.

A demanda foi recepcionada pelo Núcleo de Governança Fundiária do TJMA, que, após análise técnica e jurídica, manifestou-se de forma favorável à pretensão da União, reconhecendo o relevante interesse público envolvido, especialmente no que tange à proteção ambiental, à sustentabilidade e à necessidade de conferir segurança jurídica ao território.

A ação fortalece a governança fundiária no Maranhão e o papel do registro público como instrumento essencial à efetivação de direitos, à proteção do meio ambiente e à construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para as futuras gerações.

HOMENAGEM

Durante a solenidade, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Augusto Pires Brandão, será homenageado com a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman e o Título de Cidadão Maranhense .

PATRIMÔNIO

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses recebeu, oficialmente, em agosto deste ano, o Certificado de Patrimônio Natural da Humanidade concedido pela Unesco.

A solenidade aconteceu no Parque das Dunas, em Barreirinhas, e celebrou o reconhecimento obtido em julho de 2024, durante a 46ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Nova Déli, na Índia.

SERVIÇO

O quê: Solenidade de entrega de registro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Quando: Nesta sexta (10/10) às 10h30

Onde: Assembleia Legislativa do Maranhão

Sugestões de entrevistados: presidente do TJMA, desembargador Froz Sobrinho; presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale.

PC combate furto de energia no interior do Maranhão

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A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), deflagrou uma operação de combate ao furto de energia elétrica nos municípios de Lago da Pedra, Paulo Ramos e Bacabal, no interior do Maranhão. A ação resultou na autuação em flagrante de duas pessoas pelo crime previsto no artigo 155 do Código Penal.

A operação contou com o apoio da Perícia Oficial do Maranhão e das equipes técnicas da Equatorial Maranhão, que prestaram suporte nas inspeções realizadas em imóveis suspeitos. As investigações foram iniciadas após análises de consumo que apontaram indícios de irregularidades em residências da região.

Ligações clandestinas foram identificadas

Durante a operação, os agentes constataram duas formas de desvio de energia:

🔌 Ligação clandestina com cabo de telefonia conectado diretamente à rede elétrica, sem passar pela medição oficial

⚡ Desvio direto da rede elétrica para o interior da residência, sem qualquer controle de consumo

As ocorrências foram registradas no município de Lago da Pedra, onde os responsáveis foram autuados em flagrante.

Morre indígena considerado último sobrevivente de povo indígena do MA

Faleceu no sábado (20) o indígena Aurá, considerado o último sobrevivente de um povo que vivia no estado do Maranhão. Aurá faleceu aos 77 anos, em decorrência de insuficiência cardíaca e respiratória, no município de Zé Doca. Para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o falecimento marca o fim de uma trajetória de isolamento e resistência de um povo possivelmente extinto.

Avistado pela primeira vez em 1987, ao lado de Auré, seu irmão, Aurá pertencia a um grupo indígena que falava uma língua possivelmente da família Tupi-Guarani. Os irmãos viveram em constante contato com diferentes povos indígenas, como os Parakanã, Assurini, Tembé e Awá-Guajá, em tentativas de reintegração social lideradas pela Funai. No entanto, os irmãos Auré e Aurá sempre rejeitaram a comunicação com outros povos, mantendo-se fiéis à sua própria língua e costumes.

Após a morte de Auré, em 2014, Aurá passou a viver sozinho na aldeia Cocal, na Terra Indígena (TI) Alto Turiaçu, no Maranhão. O indígena recebia assistência das equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Maranhão, unidade da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde (MS), e da Frente de Proteção Etnoambiental Awá, unidade especializada da Funai na proteção de indígenas isolados e de recente contato.

“O falecimento de Aurá, assim como o recente falecimento do indígena Tanaru, serve como um alerta para a urgência da implementação de políticas de proteção territorial e cultural, reiterando a necessidade da sociedade de reconhecer a importância dos indígenas como protagonistas do futuro de uma nação plural”, ressalta o coordenador-geral de Indígenas Isolados e de Recente Contato da Funai, Marco Aurélio Milken Tosta.

A Funai registra com pesar o falecimento de Aurá e reforça o compromisso de seguir com o trabalho de proteção e valorização dos povos indígenas, especialmente aqueles em situação de isolamento voluntário ou de recente contato. A instituição, por meio da Coordenação-Geral de Indígenas Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) e de 12 Frentes de Proteção Etnoambiental (FPEs), dedica-se a assegurar o direito desses povos de viverem de acordo com suas próprias culturas.

Delegado que liberou prefeito acusado de matar PM vira alvo de investigação no Maranhão

Delegado César Ferro

O delegado regional de Presidente Dutra, César Ferro, passou a ser alvo de investigações da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão (MPMA) após a polêmica decisão de liberar o prefeito acusado de matar um policial militar durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. A atitude, considerada incomum diante da gravidade do caso, levantou suspeitas de favorecimento político e provocou forte repercussão em todo o estado.

As apurações tiveram início a partir de denúncias feitas pelo deputado estadual Wellington do Curso (Novo), que apresentou representações tanto à Corregedoria quanto ao MPMA. Com isso, foram abertos dois procedimentos distintos: um administrativo, para apurar falhas funcionais do delegado, e outro jurídico, para investigar se houve favorecimento ao gestor.

O caso envolve a morte do policial militar Geidson Thiago da Silva Santos, de 39 anos, assassinado a tiros no dia 6 de julho, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. O responsável pelo crime é o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier, que confessou ter efetuado os disparos utilizando uma arma ilegal. Apesar da confissão, o delegado César Ferro decidiu liberar o prefeito sem aplicar nenhuma medida restritiva. A arma usada sequer foi apreendida, o que ampliou as críticas à condução do inquérito.

Na Assembleia Legislativa, Wellington do Curso classificou a decisão como um claro caso de favorecimento político. Segundo ele, além de liberar um prefeito que havia confessado um homicídio, o delegado teria vínculos com o grupo político do gestor. Por esse motivo, o parlamentar pediu que César Ferro fosse afastado do cargo e responsabilizado por possíveis crimes de prevaricação e ocultação de provas.

A Folha do Maranhão apurou que a investigação do Ministério Público segue em andamento, mas ainda não há informações concretas sobre o procedimento interno na Corregedoria da Polícia Civil. Caso sejam confirmadas irregularidades, o delegado poderá responder tanto na esfera administrativa quanto judicial.

Protesto bloqueia MA-208 entre Central do Maranhão e Bequimão

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Um protesto interditou a rodovia estadual MA-208, no trecho entre Central do Maranhão e Bequimão, na manhã desta terça-feira (26). A Polícia Militar está no local acompanhando a situação.

De acordo com moradores e motoristas, a manifestação começou ainda na madrugada, bloqueando totalmente a passagem de veículos e causando longos congestionamentos na região.

Até o momento, não há informações oficiais sobre os motivos do protesto.

“Tô Conectado”: Iracema Vale destaca iniciativa que vai distribuir tablets a estudantes da rede estadual

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A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), participou, na sexta-feira (22), do lançamento da nova etapa do programa ‘Educação de Verdade’. Nesta fase, com o eixo “Tô Conectado”, o Governo do Maranhão vai distribuir tablets para mais de 250 mil alunos da rede estadual de ensino, com o objetivo de fortalecer o processo de aprendizagem e ampliar o acesso à tecnologia nas escolas.

Durante o evento, Iracema Vale destacou a importância do investimento na educação e a iniciativa do governo estadual em garantir mais recursos para os estudantes.

“Hoje, a educação do Maranhão dá um salto de qualidade ao garantir que cada aluno tenha em mãos uma ferramenta que facilita o aprendizado. O governador está proporcionando a todos os estudantes do ensino médio essa oportunidade, o que nos deixa felizes e confiantes de que a educação no nosso estado está avançando a passos largos”, afirmou a chefe .

Deputada Iracema Vale e governador Carlos Brandao com estudantes que receberam tablets nessa etapa do programa ‘Educação de Verdade’

O governador Carlos Brandão também enfatizou o compromisso do governo com a educação pública de qualidade e o impacto do projeto para o futuro dos jovens maranhenses.

“Estamos investindo em tecnologia e inovação porque acreditamos que a educação transforma vidas. Com o ‘Tô Conectado’, damos aos nossos alunos condições para aprender mais, melhor e de forma mais conectada com o mundo”, disse o governador.

Iracema Vale, ao lado do governador Carlos Brandão, que falou sobre a importância do programa para a inovação na educação estadual

Educação de Verdade

O ‘Tô Conectado’ integra o conjunto de ações do programa Educação de Verdade, que busca modernizar o ensino e oferecer melhores condições para alunos e professores, reforçando o compromisso do governo com a educação pública de qualidade no Maranhão.

O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, também destacou o alcance da ação. “Todos os alunos da rede estadual vão ganhar o seu tablet para melhorar os resultados da nossa educação”, ressaltou.

Solenidade de lançamento da nova etapa do programa ‘Educação de Verdade’, voltado ao eixo “Tô Conectado”

O evento contou ainda com a presença da secretária de Educação do Maranhão, Jandira Dias; do deputado federal Duarte Júnior (PSB); dos deputados estaduais Antônio Pereira (PSB), Mical Damasceno (PSD), Neto Evangelista (União) e Helena Dualibe (PP); do presidente da FAMEM, Roberto Costa (MDB); além de outras autoridades e estudantes da rede estadual.

Obra de recuperação da estrada do Porto Grande é tema de reunião na PGJ

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Foi realizada nesta quinta-feira,14, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, uma reunião que contou com a participação de representantes do Governo do Estado e do Município de São Luís, em que foi discutida a planilha de custos da obra de recuperação da estrada de acesso à comunidade de Porto Grande, na zona rural da capital.

Coordenada pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, e pela promotora de justiça Doracy Moreira Reis Santos, titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada em Fundações e Entidades de Interesse Social de São Luís, a reunião teve as presenças do secretário municipal de Obras e Serviços Públicos de São Luís, David Col Debella, e do secretário de Estado de Infraestrutura, Aparício Bandeira Filho, além de assessores das duas secretarias. Pelo Ministério Público, também participou o promotor de justiça Fábio Meirelles Mendes, diretor da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

Em discussões anteriores, também mediadas pelo Ministério Público, Estado e Município, bem como a iniciativa privada, já tinham se comprometido a financiar os serviços de recuperação da estrada.

De responsabilidade do Município, a obra deverá ter parte das despesas custeadas pelo Estado, com percentual que ainda depende da posição do governador Carlos Brandão. Segundo David Col Debella, a Prefeitura poderá custear 50% do valor da obra, estimado em R$ 40 milhões.

“O importante é que a comunidade de Porto Grande não pode mais continuar abandonada. E juntos temos mais condições de dar as soluções que os moradores de lá tanto esperam”, afirmou o procurador-geral de justiça.

Depois de relembrar que o Ministério Público vem desde o início do ano buscando intermediar a reforma da estrada, que está praticamente intrafegável, a promotora de justiça Doracy Reis disse acreditar que a solução está perto de ser alcançada. “A gente só quer bater o martelo para começar esse serviço lá, porque daqui a pouco começa o inverno, o que atrapalha o andamento de obras desse porte.”

INTERVENÇÃO DO MPMA

Reunião foi realizada na sede da PGJ

Desde o início do ano, o Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada em Fundações e Entidades de Interesse Social, tem promovido discussões para tratar da necessidade de reforma da estrada de acesso ao Porto Grande. A primeira reunião foi realizada em 23 de janeiro, também na sede da PGJ. Igualmente contou com as participações do procurador-geral, da promotora de justiça de Fundações e dos titulares da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

Desde então foi formado um grupo de trabalho para discutir as obras necessárias para a estrada.

Em fevereiro e março, outros encontros aconteceram para definir ações paliativas que minimizassem o problema do tráfego na localidade até a obra definitiva.

Na reunião do dia 20 de março, com os moradores do Porto Grande, foram informadas as ações desenvolvidas para restabelecer as condições de tráfego na estrada.

Explosão em subestação da Eletronorte deixa dezenas de cidades do MA sem energia

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Uma explosão de grandes proporções na subestação da Eletronorte em Peritoró, no interior do Maranhão, provocou um apagão que afetou dezenas de municípios da região na noite desta quarta-feira (6).

De acordo com a Equatorial Energia, responsável pela distribuição no estado, o incidente causou a perda total do suprimento da subestação, comprometendo o fornecimento de energia elétrica em cidades como Peritoró, Codó, Timbiras, Vitorino Freire, Lago da Pedra, Pedreiras, Alto Alegre do Maranhão, São Mateus, Bacabal, entre outras.

A explosão foi registrada por moradores e causou preocupação devido ao forte clarão e barulho. Técnicos da Equatorial e da Eletronorte foram mobilizados para investigar as causas e restabelecer o serviço o mais rápido possível.

Operários da nova ponte sobre o Rio Tocantins denunciam abuso trabalhista

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Operários que atuam na reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek, entre os estados do Maranhão e Tocantins, denunciaram nesta terça-feira (5) que estão sendo submetidos a condições degradantes de trabalho, em um cenário que remete a situação análoga à escravidão. A obra, orçada em R$ 171 milhões, foi contratada pelo Ministério dos Transportes e está sob responsabilidade do Consórcio Penedo-Neópolis, formado pelas empresas Construtora Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.

A denúncia veio à tona com a deflagração de uma greve entre os trabalhadores, que cruzaram os braços em protesto contra salários abaixo do mínimo legal, jornadas exaustivas, ausência de pagamento de horas extras e insalubridade ignorada. Segundo relatos, muitos operários estão recebendo apenas R$ 1.090,63 — valor inferior ao salário mínimo vigente, de R$ 1.412.

“Estamos sendo tratados como escravos. Trabalhamos expostos ao risco, sob o sol quente, lidando com concreto, ferro e máquinas pesadas. E ainda recebemos menos que o salário mínimo”, relatou um dos trabalhadores à imprensa local.

A obra é de alta relevância simbólica: a ponte anterior desabou em dezembro de 2024, resultando na morte de 14 pessoas e deixando três desaparecidas. Desde então, a reconstrução da estrutura tornou-se um compromisso emblemático do governo federal, com previsão de entrega até dezembro de 2025.

O projeto inclui a demolição total da antiga ponte, novas fundações e melhorias nos acessos viários de ambos os estados. No entanto, as denúncias trabalhistas lançam dúvidas sobre a condução ética da obra e ameaçam o cumprimento do cronograma.

Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que está acompanhando a execução do contrato e afirmou que a contabilização de horas extras será analisada caso a caso. O órgão reforçou que continuará fiscalizando o contrato, “com atenção especial ao cronograma físico-financeiro e às obrigações trabalhistas do contratado”.