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Entrou em vigor nesta segunda-feira (23) a nova regra da Anvisa que obriga farmácias e drogarias de todo o país a reterem a segunda via da receita médica na venda de medicamentos à base de análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro. A medida tem como objetivo restringir o uso indiscriminado desses medicamentos, que têm sido amplamente utilizados para emagrecimento, embora sejam indicados principalmente para o tratamento de diabetes tipo 2.
A nova regulamentação foi publicada em maio, por meio da Resolução RDC nº 811/2024, e estabelece que a receita médica deve conter duas vias, com validade máxima de 90 dias. Uma dessas vias será retida pela farmácia no momento da compra e a venda deverá ser registrada no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).
A decisão da Anvisa foi motivada por um aumento significativo no uso off-label (fora da indicação aprovada) dos medicamentos. Segundo dados da agência, 32% dos eventos adversos relatados estão ligados a esse tipo de uso, com 5,9% dos casos de pancreatite associados ao consumo de análogos de GLP-1.
Somente no ano passado, foram comercializadas no Brasil mais de 3 milhões de unidades de Ozempic, movimentando cerca de R$ 4 bilhões em faturamento, o que evidencia o uso massivo — muitas vezes sem indicação clínica.
Entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apoiaram a medida, ressaltando a importância do acompanhamento médico no uso dessas medicações.
A fabricante Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e pelo Wegovy, também declarou apoio à nova exigência da Anvisa, reconhecendo a necessidade de controle diante do uso inadequado.
Com a nova regra, o acesso ao medicamento deverá ser mais criterioso, priorizando pacientes com prescrição médica adequada e evitando a banalização de seu uso para fins estéticos.





A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de azeites de duas marcas no Brasil. A decisão foi divulgada em uma resolução no Diário Oficial da União da última terça, 24.





