Adolescente morre afogado após salvar duas crianças em açude em Balsas

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Um adolescente de 14 anos morreu afogado após salvar duas crianças em um açude no povoado Laranja, zona rural de Balsas, no sul do Maranhão. O caso aconteceu na tarde do último sábado (4).

A vítima foi identificada como Jeferson Araújo de Oliveira, segundo a Polícia Civil do Maranhão. Ele participava de uma atividade recreativa com familiares em um açude localizado em uma fazenda da região.

De acordo com testemunhas, duas crianças começaram a se afogar e o adolescente, mesmo sem saber nadar, entrou na água para tentar salvá-las. Para conseguir flutuar, ele teria improvisado o uso de garrafas plásticas amarradas ao corpo.

Jeferson conseguiu alcançar e retirar as crianças da água, mas, durante o retorno à margem, as garrafas se soltaram. Sem conseguir se manter na superfície, ele acabou se afogando.

Ainda segundo a Polícia Civil, o corpo do adolescente foi retirado da água por familiares e moradores da região, que acionaram as autoridades para os procedimentos legais.

Justiça condena padrasto e mãe por estupro de vulnerável

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Em sentença publicada no dia 12 de março, a 5ª Vara da Comarca de Balsas acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e condenou um homem e uma mulher pelos crimes de estupro de vulnerável praticados contra a filha da acusada. O réu foi condenado a 26 anos, seis meses e 21 dias de reclusão em regime inicialmente fechado. E a mãe da vítima, a 14 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, também em regime inicial fechado.

O caso, que tramita em segredo de justiça, revela um histórico de abusos iniciados quando a vítima tinha apenas oito anos de idade e a grave omissão da genitora, que ignorou os pedidos de socorro da criança. Atualmente, ela tem 17 anos.

De acordo com as investigações e a sentença, o condenado se aproveitava dos momentos em que a mãe da vítima saía para trabalhar ou para compromissos religiosos para cometer os abusos.

Segundo a denúncia, formulada pela 6ª Promotoria de Justiça de Balsas em 23 de julho de 2025 e recebida em 1º de agosto do mesmo ano, os atos começaram na infância da vítima e, aos 13 anos, evoluíram para conjunção carnal.

Durante o processo, o homem tentou desqualificar o relato da adolescente, alegando que a denúncia seria uma “vingança” por ele não aceitar os namoros da jovem. No entanto, mídias audiovisuais anexadas aos autos mostraram o réu suplicando pelo perdão da vítima, o que foi interpretado pela Justiça como uma admissão implícita de culpa e receio das consequências jurídicas.

OMISSÃO DA MÃE

A condenação da mãe da vítima baseou-se na omissão imprópria, uma vez que ela possui o dever legal de proteção e vigilância, mas optou por não agir para impedir os crimes.

As provas demonstram que a mulher foi informada pela própria filha sobre os abusos em pelo menos duas ocasiões: quando a menina tinha 13 anos e, novamente, em 2024. Em ambas, a mãe afirmou não acreditar no relato da filha, priorizando a estabilidade de seu relacionamento conjugal.

Além de negligenciar a palavra da filha, a acusada foi condenada por dificultar a investigação, já que deixou de levar a vítima para realizar exames periciais fundamentais em diversas ocasiões. Conforme a denúncia, ela apresentava justificativas como o período menstrual da menor para evitar as diligências policiais.

Outro motivo para a condenação da mãe foi a violação de medida protetiva de urgência. Mesmo após a justiça expedir a medida em favor da filha, ela permitiu que o réu permanecesse ou retornasse à residência da família. Em um dos episódios, o réu só saiu de casa após ser notificado de uma nova ordem judicial, mas retornou dias depois com a autorização da própria mãe.

A sentença destacou que a genitora só mudou seu posicionamento e passou a apoiar a filha quando ela própria foi indiciada e após a adolescente tentar o suicídio.

Polícia Civil incinera quase 250 kg de entorpecentes em Balsas

Em mais uma ação de enfrentamento ao tráfico de drogas, a Polícia Civil do Maranhão realizou, na última segunda-feira (9), a incineração de aproximadamente 250 quilos de entorpecentes no município de Balsas, localizado na região Sul do estado. A ação foi coordenada pela 11ª Delegacia Regional de Balsas.

O material ilícito havia sido apreendido na última sexta-feira (6), durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em menos de 72 horas, os entorpecentes foram devidamente periciados e, em seguida, encaminhados para a destruição total, conforme os trâmites legais.

De acordo com a Delegacia Regional de Balsas, o tráfico de drogas é, na maioria das vezes, a principal mola propulsora de outras modalidades criminosas, como roubos, homicídios e latrocínios, o que reforça a importância do combate diário e contínuo a esse tipo de crime.

PRF prende mulher foragida por associação para o tráfico em Balsas

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Na noite desse domingo (02), por volta das 22h minutos, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante fiscalização na altura do km 403 da BR-230, prendeu uma mulher com mandado de prisão em aberto em seu desfavor.

No momento da abordagem, durante o procedimento de identificação veicular, os policiais realizaram consultas nos Sistemas da PRF da documentação apresentada pela condutora do veículo quando foi identificado um mandado de prisão pendente de cumprimento, que havia sido expedido em 30 de Junho de 2025 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por meio da 1ª Vara de Estreito.

A mulher, de 33 anos, era procurada desde o trânsito em julgado da sentença penal condenatória pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, ambos previstos na lei 11.343 de 2006. A pena total imposta foi de 9 anos e 4 meses.

Diante dos fatos e em cumprimento à determinação judicial, a motorista foi detida e encaminhada à delegacia de flagrantes do Município de Balsas (MA) para apresentação à autoridade policial e adoção das medidas legais cabíveis.

Condenado por homicídio em Balsas tem pena elevada para 12 anos pelo TJMA

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Um réu condenado por homicídio qualificado teve a pena aumentada após decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A decisão atendeu a apelação formulada pelo promotor de justiça Nilceu Celso Garbim Júnior, titular da 6ª Promotoria de Justiça de Balsas.

Jorge dos Santos Silva foi condenado em júri popular pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil cometido contra Damião dos Santos, em janeiro de 2024, no município de Balsas. Ao determinar a pena, a juíza aplicou a atenuante de confissão espontânea, fixando a pena em 11 anos e três meses de reclusão.

Na apelação, o Ministério Público argumentou que, embora reconhecida a atenuante, a redução da pena não poderia estabelecer pena abaixo do mínimo legal, que é de 12 anos para o crime de homicídio qualificado. Essa decisão contrariou a Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual a incidência de atenuantes não pode conduzir à diminuição da pena aquém do mínimo legal.

O promotor de justiça também requereu que o cumprimento da pena fosse imediato, ao contrário do que determinou a sentença de primeiro grau, que concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, embora estivesse preso desde a época do crime. Para Nilceu Garbin, a situação causa perplexidade e contraria frontalmente o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), firmado no Tema 1068.

No Acórdão, a 2ª Câmara Criminal do TJMA determinou o redimensionamento da pena para 12 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, com expedição do mandado de prisão para início imediato da execução da pena.

Jovem de 23 anos é morta a facadas pelo padrasto em Balsas

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Neste domingo (21), a cidade de Balsas registrou o primeiro caso de feminicídio de 2025. A vítima, Letícia Pereira da Silva, de 23 anos, foi assassinada a golpes de facão na porta de sua própria residência.

O principal suspeito é Francisco Caio de Almeida Santos, padrasto de Letícia, que foi preso ainda no mesmo dia pela Polícia Civil. Segundo informações, a jovem morava com a mãe, mais três irmãs e o suspeito do crime.

As autoridades investigam as circunstâncias do homicídio, que chocou a comunidade local. A polícia reforça que continuará acompanhando o caso e tomando as medidas necessárias para apurar todos os detalhes.

MPMA arrecada R$ 66,9 mil em mutirão de acordos penais em Balsas

MPMA

Na manhã desta segunda-feira, 15, o titular da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balsas, Tiago Carvalho Rohrr, participou de um mutirão de audiências de Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs), realizado por videoconferência, no qual foram firmados 29 acordos, resultando na arrecadação de R$ 66.900,00 em prestação pecuniária.

A ação foi realizada em parceria com o Poder Judiciário, Defensoria Pública Estadual e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Os recursos serão destinados a instituições que atuam na cidade e na região: Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Cruz Vermelha Brasileira, ONG Casa das Marias, Casa Abrigo de Balsas e Projeto Cristolândia.

Além disso, alguns acordos também preveem a prestação de serviços, que serão cumpridos junto ao Departamento Municipal de Trânsito de Balsas e ao Destacamento da Polícia Militar em Fortaleza dos Nogueiras.

Justiça condena policiais por assassinato de jovem durante perseguição em Balsas

Karina Brito

O juiz Haniel Sóstenes Rodrigues condenou policiais militares pelo assassinato de Karina Brito, de 23 anos, e de outra vítima, em um caso ocorrido na madrugada de 14 de dezembro de 2016. A sentença foi lida já na madrugada e ainda cabe recurso.

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), as vítimas voltavam de um velório quando foram perseguidas por policiais em um carro descaracterizado. Elas receberam diversos disparos, e mesmo após o veículo parar, continuaram sendo alvejadas. Karina levou 17 tiros.

O MP-MA informou que os policiais atuavam em diligências para localizar integrantes de uma associação criminosa responsável pela explosão de agências bancárias em Fortaleza dos Nogueiras no dia anterior ao homicídio. Eles foram denunciados por homicídio doloso qualificado, por recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas.

Dois outros policiais, Bruno Rafael Moraes e Raifran de Sousa Almeida, já haviam sido absolvidos durante a fase de instrução.

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Explosão em hamburgueria deixa funcionário ferido em Balsas

Uma hamburgueria na cidade de Balsas, no Maranhão, registrou uma explosão provocada por vazamento de gás, na tarde dessa segunda-feira (28). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), o fogo teve início durante a troca de um botijão de gás no interior do estabelecimento. Um funcionário sofreu ferimentos no braço.

O acidente aconteceu no fim da tarde, poucas horas após o estabelecimento iniciar o expediente. Segundo os bombeiros, um funcionário realizava a troca do botijão de gás quando o equipamento explodiu. Com o impacto, parte do teto e vários utensílios da cozinha foram destruídos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após a explosão.. “Quando a gente chegou no local ainda estava tendo vazamento de gás. Fizemos o controle, deixamos o ambiente seguro, fizemos a avaliação da ocorrência e concluímos, graças a Deus, sem nenhuma vítima fatal, somente com danos materiais”, informou o aspirante Victor Hugo, do CBMMA.

MP apura funcionamento clandestino de fábricas de saneantes em Balsas

MPMA

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça da Comarca de Balsas, instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades sanitárias e ambientais envolvendo as empresas “Ki Limpa” e “Brilho Max”, suspeitas de atuarem como fábricas clandestinas de produtos saneantes no município.

A medida foi formalizada por meio da Portaria nº PORTARIA-1ªPJBAL – 52025, assinada  pelos promotores de justiça Dailma Maria de Melo Brito Fernández e Antonio Lisboa de Castro Viana Júnior. O procedimento tem como base denúncias recebidas no âmbito do SIMP 00792-274/2025, que indicam o suposto funcionamento irregular das empresas.

Segundo o MP, o objetivo da investigação é verificar as condições higiênico-sanitárias e o impacto ambiental gerado pelas atividades das fábricas, que podem estar operando sem as devidas autorizações legais, em desacordo com normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da legislação ambiental vigente.

O prazo inicial para conclusão do inquérito é de um ano, podendo ser prorrogado.